Mateus Pasinato está de volta aos gramados após mais de três meses afastado por uma grave lesão na coxa esquerda. O goleiro de 33 anos, que vinha como titular absoluto do Cuiabá até julho, voltou a treinar com o grupo nesta semana e reabre um debate silencioso no clube: ele ainda tem espaço no elenco, ou será o fim da linha?
Lesão no fim do jogo e cirurgia delicada
A contusão de Pasinato aconteceu nos minutos finais da partida contra o América-MG, em 23 de julho, após um choque com o zagueiro Guilherme Mariano. O diagnóstico foi uma avulsão tendínea no músculo posterior da coxa — lesão que exigiu cirurgia e afastamento imediato do restante da temporada. Antes disso, ele havia disputado 31 jogos consecutivos e era peça fixa do então técnico Guto Ferreira.
Concorrência inesperada e boa fase de substituto
Durante a ausência de Pasinato, o Cuiabá buscou reforço no mercado e trouxe Luan Polli, que veio do futebol iraniano. A aposta deu certo. Polli assumiu a camisa 1, teve atuações seguras e se consolidou como titular. Agora, com o retorno do antigo dono da meta, a disputa promete esquentar nos bastidores. Internamente, fala-se em manter o que “está funcionando”, mas Pasinato quer mostrar que ainda pode contribuir.
Contrato perto do fim e futuro em aberto
O vínculo de Pasinato com o Cuiabá vai até dezembro e, até o momento, a diretoria não sinalizou sobre renovação. Assim como outros atletas em fim de contrato, o goleiro aguarda definições após a última rodada da Série B, contra o Criciúma, neste domingo (23). A partida, embora sem impacto para o Cuiabá, pode selar o destino do arqueiro no clube — ou marcar sua despedida silenciosa.
Perguntas e respostas:
A decisão dependerá da comissão técnica e do desempenho na pré-temporada.
A diretoria ainda avalia cada caso, priorizando desempenho e custo-benefício.
Sim, pois a recuperação tende a ser mais lenta e pode comprometer explosão e confiança.



