Um acidente em sequência na MT-473, em Pontes e Lacerda, levantou preocupação e reacendeu o debate sobre segurança viária na região. A colisão, registrada na noite de sábado (1º), deixou cinco pessoas feridas, incluindo um jornalista local. A dinâmica do caso, somada às condições da rodovia, trouxe à tona problemas estruturais que há anos afetam motoristas que trafegam pelo trecho conhecido como Estrada do Matão.
Acidente em sequência envolve três veículos e deixa feridos
A colisão ocorreu no momento em que um guincho realizava a remoção de uma caminhonete Hilux, danificada após atingir um animal silvestre. Com parte dos veículos posicionada sobre a pista, uma Hilux vermelha trafegava em alta velocidade no sentido de Pontes e Lacerda e atingiu frontalmente um Fiat Uno conduzido por um repórter do SBT local. O impacto fez o Uno girar sobre o asfalto, enquanto a Hilux avançou fora de controle e colidiu com uma Mitsubishi L200 parada à margem da rodovia com quatro ocupantes.
O choque arremessou a L200 e a Hilux para fora da pista e deixou cinco pessoas feridas. Equipes de resgate encaminharam as vítimas ao hospital municipal, onde o jornalista permanece em observação devido aos ferimentos mais graves. Moradores relataram que o barulho da colisão foi ouvido a longa distância e que o fluxo na rodovia ficou lento até a remoção dos veículos.
Estrutura precária da Estrada do Matão reacende debate sobre riscos
A MT-473, conhecida como Estrada do Matão, não oferece acostamento adequado e mantém histórico de acidentes provocados pela falta de infraestrutura. O trecho liga áreas rurais ao município de Pontes e Lacerda, possui tráfego intenso de caminhonetes, caminhões e veículos de passeio, além de registrar frequentemente a presença de animais silvestres.
Especialistas em segurança viária alertam que acostamento pavimentado, sinalização mais visível e iluminação poderiam reduzir significativamente o risco de colisões e atropelamentos. Moradores e produtores rurais reivindicam melhorias há anos e afirmam que, à noite, dirigir pelo local exige atenção redobrada devido à baixa visibilidade e falta de áreas seguras para parada.
Velocidade, pouca sinalização e animais na pista elevam perigo
A combinação de excesso de velocidade, pista estreita, sinalização insuficiente e travessia de animais criou um cenário de alto risco. Além disso, motoristas relatam que a falta de ações preventivas, como redutores de velocidade e placas de alerta, agrava a situação. A ocorrência reacendeu pedidos de fiscalização mais rigorosa e de investimentos estaduais em melhorias estruturais para minimizar tragédias semelhantes.
Perguntas frequentes:
Sim, se houvesse acostamento e sinalização preventiva, os motoristas teriam mais tempo e espaço para reação.
A via possui fluxo intenso, infraestrutura limitada e travessia frequente de animais silvestres.
A repercussão pode ampliar a pressão por obras de melhoria e fiscalização da velocidade.






