De cocho ao rock: como um instrumento pantaneiro conquistou o autógrafo de uma lenda; veja vídeo

Na véspera do show do Guns N’ Roses em Cuiabá, o músico cuiabano Billy Espíndola protagonizou um momento inesperado. Munido de sua criação — a “guitarra de cocho” —, ele esperou horas em frente ao hotel onde a banda estava hospedada e conseguiu algo singular: o autógrafo do guitarrista Slash e do vocalista Axl Rose no instrumento. O feito ganhou repercussão local como um encontro entre a tradição pantaneira e o rock mundial.

Um instrumento, duas culturas em colisão

A guitarra de cocho nasceu de uma ideia original de Billy Espíndola: partir da viola de cocho — instrumento típico do Mato Grosso — e transformá-la em algo mais elétrico, com tiradas de rock. Ele mesmo circula com ela em shows e vídeos onde executa riffs que lembram clássicos como “Sweet Child O’ Mine”. Com a presença do Guns N’ Roses na capital mato-grossense, o músico viu ali uma chance de unir o regional ao internacional. Ele acampou em frente ao hotel, conversou com equipe da banda e foi além da simples presença de fã: buscava reconhecimento simbólico para sua criação.

O autógrafo como símbolo (e o que ele significa)

Obter o autógrafo de Slash na guitarra de cocho vai além de um simples momento de fã. Ele representa para Billy e para a cena local o entrelaçamento entre raízes e globalização musical. A tradicional viola de cocho, símbolo da cultura pantaneira, ganha nova vida ao lado de uma das maiores lendas do rock. Esse encontro ilustra como a cultura regional pode dialogar com ícones globais — e não apenas como curiosidade, mas como proposição artística. O registro nas redes sociais reforçou a visibilidade desse protagonismo cuiabano.

O que vem depois: expectativas e possibilidades

Agora que o autógrafo está garantido, o próximo passo para Billy Espíndola pode ir além do simbólico. A comunidade musical de Mato Grosso observa se a guitarra de cocho terá espaço em palcos maiores ou se será convidado a participar de iniciativas com maior alcance. Também há o desafio de transformar esse momento em algo duradouro, seja via gravação, show colaborativo ou registro midiático. Para fãs e curiosos, fica o questionamento: o que um instrumento inusitado pode provocar quando colocado no centro de uma cena global?


P1: Por que a guitarra de cocho chamou atenção de Slash?
R1: Porque ela une a tradição da viola de cocho do Mato Grosso com a linguagem do rock, sendo um objeto inédito no encontro de duas culturas.

P2: O que esse autógrafo representa para a cena musical cuiabana?
R2: Representa a possibilidade de que um artista local, com instrumento regional, alcance visibilidade internacional e misture identidades.

P3: Qual o maior desafio agora para Billy Espíndola?
R3: Transformar esse momento simbólico em oportunidade concreta — seja em show, gravação ou projeto maior — para que a guitarra de cocho tenha continuidade.

Fabíola Maria Costa Silva

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