Na última segunda-feira (7), o Tribunal do Júri de Cuiabá condenou Adir Antônio Warginhak, de 47 anos, a 12 anos de prisão por tentativa de homicídio qualificado contra o flanelinha Ronaldo Rodrigues de Lemos. O crime aconteceu em 7 de outubro de 2023, por volta das 5h da manhã, em frente a um estabelecimento na rua Presidente Castelo Branco, bairro Popular.
Adir atropelou Ronaldo sete vezes consecutivas após suspeitar, de forma equivocada, que ele havia furtado seu celular. Mesmo após encontrar o aparelho dentro do próprio carro, Adir manteve a perseguição e lançou o veículo contra a vítima de maneira brutal.
Crime violento e motivado por fúria infundada
Adir atacou Ronaldo com o carro repetidamente. Em uma das investidas, ele manteve o veículo parado sobre o corpo da vítima por mais de um minuto. Só cessou o ataque ao acreditar que Ronaldo havia morrido.
O Ministério Público de Mato Grosso sustentou a denúncia por tentativa de homicídio qualificado, com base em três qualificadoras: motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O conselho de sentença acolheu integralmente os argumentos do MP.
Justiça aplica pena e considera atenuantes
Adir passou 21 dias foragido antes da polícia cumprir sua prisão preventiva em 6 de novembro de 2023. No fim de fevereiro de 2024, o Judiciário concedeu liberdade provisória, mediante uso de tornozeleira eletrônica por três meses.
A juíza inicialmente fixou a pena em 20 anos de prisão, mas aplicou atenuantes previstas em lei e reduziu a pena para 12 anos de reclusão em regime fechado.
Perguntas frequentes
Porque acreditou, de forma errada, que ele havia furtado seu celular.
Sim. Ele ficou mais de 30 dias inconsciente, mas sobreviveu.
Sim. Ele foi preso preventivamente e depois condenado a 12 anos de prisão.





