No início de junho, a equipe da Base de Atendimento Ampara Pantanal soltou a tamanduá-bandeira Miga no Pantanal Norte. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA-MT) coordenou a ação em parceria com a ONG, marcando um passo decisivo na reintrodução de animais silvestres à vida livre.
Miga, que os incêndios de 2020 deixaram órfã, passou os últimos anos sob cuidados intensivos até conquistar o direito de voltar ao seu habitat natural. A equipe registrou cada detalhe da soltura, celebrando uma vitória da conservação da biodiversidade.
A soltura: no tempo dela
Miga surpreendeu os profissionais ao priorizar sua refeição antes de cruzar os portões da liberdade. A equipe aguardou com paciência enquanto ela terminava de comer, em um momento que simbolizou a autonomia que agora a define.
As equipes escolheram a área da Base Ampara como ponto estratégico de soltura. No local, instalaram armadilhas fotográficas e ativaram o rastreador acoplado ao colete de Miga, garantindo o acompanhamento constante dos seus passos e comportamento.
Anos de preparo e superação
Desde que chegou à BAAP, Miga enfrentou um processo rigoroso de readaptação. A equipe treinou o animal para reconhecer perigos, buscar alimento e se mover em áreas abertas. Ela passou por uma transição alimentar e ganhou autonomia aos poucos.
A equipe optou por uma soltura branda. Por isso, manteve à disposição de Miga alimentos, água e abrigo próximos ao local de soltura. Com isso, os técnicos oferecem segurança e aumentam as chances de sucesso em sua readaptação completa.
Eles também monitoram o deslocamento da tamanduá com rádio e câmeras de longo alcance. A estratégia permite que os biólogos observem seus hábitos sem interferir diretamente em sua nova rotina.
Perguntas frequentes
A equipe da Base Ampara Pantanal soltou Miga com apoio da SEMA-MT.
Miga começou sua nova vida na área da Base Ampara, no Pantanal Norte.
A equipe usa um colete com rastreador e câmeras para monitorar Miga.






