A onça-pintada Ousado, uma das mais conhecidas do Pantanal, errou o bote ao tentar capturar um jacaré usando sua técnica especial de caça submersa. O animal mergulhou fundo demais, passou direto pela presa e perdeu a oportunidade de ataque sem ser notado.
O fotógrafo e biólogo Gustavo Gaspari registrou a cena e compartilhou nas redes sociais. Gaspari acompanha há anos o comportamento das onças-pintadas na região e destacou o ineditismo do episódio.
“Dessa vez ele afundou demais, passou reto pelo jacaré e o alvo nem percebeu o predador de topo atravessando o rio. A natureza não falha… mas às vezes improvisa”, comentou Gaspari.
Onça submerge para surpreender: técnica exige precisão absoluta
Ousado pertence a um grupo seleto de onças-pintadas que dominam a técnica de caça subaquática, conhecida como “submarino”. Nessa estratégia, o felino mergulha completamente e avança em silêncio por baixo da água, aproximando-se de presas como capivaras, jacarés ou peixes. A técnica exige fôlego, leitura precisa do ambiente e timing perfeito.
Pesquisadores estimam que menos de 5% das onças-pintadas do Pantanal utilizam essa tática com sucesso. O comportamento impressiona biólogos e reforça a inteligência e adaptabilidade da espécie.
Ousado representa o Pantanal e alerta para a preservação
Ousado se transformou em símbolo do Pantanal, não só por sua técnica, mas por representar a resiliência das espécies em um bioma sob ameaça constante. Queimadas, desmatamento e conflitos com fazendas pressionam o habitat das onças-pintadas, que hoje somam cerca de 2 mil indivíduos na região, segundo o ICMBio.
Iniciativas como o Projeto Onçafari e o trabalho de pesquisadores como Gaspari ajudam a monitorar e proteger esses animais. As imagens captadas também educam e sensibilizam o público sobre a importância da conservação.
Perguntas frequentes
Ousado vive no Pantanal, principalmente na região mato-grossense.
A onça mergulha e avança por baixo d’água para atacar sem ser vista.
Sim. Algumas onças dominam técnicas para capturar jacarés e capivaras.




