Motoboy é agredido por passageira após recusar corrida para aérea de risco; veja vídeo

Um motoboy foi agredido, no Rio de Janeiro, após se recusar a fazer uma corrida para uma comunidade classificada como área de risco. A agressão, cometida por uma passageira, aconteceu durante uma solicitação feita por aplicativo. Ao explicar que não seguiria até o destino por questão de segurança, o entregador recebeu insultos e agressões físicas. O caso gerou indignação entre outros profissionais da categoria e reacendeu uma discussão urgente sobre a segurança dos entregadores nas cidades brasileiras.

Risco constante nas ruas, mas poucos direitos garantidos

Antes de tudo, é preciso lembrar que entregadores por aplicativo enfrentam, diariamente, perigos diversos. Entre eles, estão assaltos, acidentes e ameaças em áreas dominadas por grupos armados. Além disso, a pressão para cumprir prazos e atender clientes em qualquer circunstância intensifica os riscos.

De acordo com pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV), mais de 60% dos entregadores afirmam já ter sido obrigados a entrar em regiões perigosas. Ainda assim, ao recusarem, muitos relatam punições nos aplicativos ou perda de rendimento. Ou seja, o medo se soma à falta de proteção institucional.

Enquanto os aplicativos se silenciam, a violência avança

Por outro lado, a empresa responsável pela corrida ainda não se pronunciou sobre o caso. A ausência de um posicionamento reforça a percepção de abandono e negligência. Dessa forma, cresce o apelo por medidas concretas.

Organizações da categoria, como a Associação dos Entregadores por Aplicativo, vêm exigindo a criação de uma ferramenta para recusa de corridas por motivo de segurança, sem que isso gere penalizações. Além disso, pedem suporte psicológico e jurídico para vítimas de violência durante o trabalho.

Reconhecimento não basta: é hora de proteger quem entrega

Durante a pandemia, os entregadores se tornaram indispensáveis. No entanto, mesmo após prestarem serviço essencial à sociedade, continuam expostos a riscos sem qualquer garantia trabalhista efetiva. Eles querem, além de reconhecimento, respeito e proteção.

Portanto, o episódio ocorrido no Rio de Janeiro evidencia a urgência de se repensar a estrutura dessas plataformas. Afinal, a liberdade de recusar uma corrida não pode ser motivo para apanhar — e muito menos para perder o sustento.

Perguntas frequentes

Por que os aplicativos ainda não implementaram uma opção de recusa segura?

A prioridade das plataformas parece ser a produtividade, não a segurança.

Quantos casos de violência contra entregadores permanecem invisíveis?

A maioria dos casos sequer chega a ser registrada oficialmente.

Quem será responsabilizado quando um entregador perder a vida em serviço?

Até agora, ninguém se responsabilizou. E os riscos continuam.

Lucas

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