Novato na Seleção, Wesley diverte, revela admiração por rival e mostra confiança

O lateral-direito Wesley, do Flamengo, estreou com bom humor na Seleção Brasileira e arrancou risadas em sua primeira entrevista coletiva nesta terça-feira (19/3). Convocado para os jogos contra Colômbia e Argentina na data Fifa de março, ele comentou sobre sua trajetória, falou da disputa por posição com Vanderson e revelou sua admiração pelo concorrente.

Superação e evolução no Flamengo

Wesley não escondeu que precisou superar desafios para chegar à Seleção. O lateral relembrou o momento em que o Flamengo recusou uma proposta da Atalanta, da Itália, e afirmou que sua motivação de evoluir foi maior do que qualquer frustração. “Minha vontade de aprender foi maior que minha tristeza. A reviravolta foi disso, a reviravolta da Atalanta, que eu não fui para lá. Comecei a evoluir, evoluir, evoluir até chegar no nível dos torcedores me pedirem na Seleção. A primeira vez que vi um comentário assim: ‘ele tem que ir para a seleção’, eu pensei: esse cara está maluco (risos)”.

O lateral também destacou a importância de contar com companheiros do Flamengo na Seleção. Ele mencionou sua relação com Gerson e como tem recebido conselhos do meio-campista. “Quando fiquei sabendo que seria convocado, todo mundo viu o vídeo. Foi uma gritaria, eu não ouvi o nome do Gerson. Foi ‘Wesley’ e todo mundo gritou lá em casa. Eu não ouvi o nome dele, comecei a pesquisar: ‘o Gerson não vai?’ Aí depois senti o alívio dele ali. Peço bastante conselho a ele. Às vezes nem peço, ele chega falando ‘faz assim, faz assado’. Eu falo: caramba, paizão, seleção. Aí ele: ‘é, agora mudou a chave’. Estou colado com ele, pedindo conselho”.

Disputa sadia com Vanderson e referências na carreira

O jogador do Flamengo comentou sobre a concorrência com Vanderson, do Monaco, e revelou que sempre se inspirou nele. “Muito feliz por estar participando dessa competição de posição, disputando posição com Vanderson, jogador do Monaco. Até falei para ele ontem: em 2021 ele jogava no Grêmio, eu estava na base, falei: ‘caraca, moleque, tu joga pra c…’. Eu via ele jogando direto. Era da minha idade, mas já estava no profissional. Falava: quero ser igual a ele, estar no profissional logo”.

Além disso, Wesley destacou os aprendizados com Filipe Luís, que se tornou seu treinador no Flamengo. “Filipe Luís, como falei, é meu treinador, mas também um amigo. Antes era companheiro de equipe, jogamos juntos. Eu o via como referência para mim, apesar de ser lateral do lado oposto. Falava: ele é muito bom. Tentava fazer alguma coisa parecida. Ele virou meu treinador e eu peço ajuda. Tudo o que ele fala para mim: ‘Ah, tem que melhorar isso’ ou chega no final do treino e fala ‘filho, vamos treinar esse negócio aqui, lançamento, cruzamento’, essas coisas”.

Próximos desafios da Seleção

Wesley também falou sobre a expectativa de jogar contra Colômbia e Argentina. “São dois jogos que todo mundo sonha em jogar, Colômbia e Argentina, jogos grandes. Todo mundo que veste essa camisa está acostumado com jogos grandes, pressão, essas coisas. Todo mundo sabe lidar com isso. Vamos seguir o plano do Dorival, fazer o que ele pediu para a gente”.

O lateral também comentou sobre o desafio de marcar Arias, da Colômbia. “Não tem o que falar, jogador de seleção, qualificado, dá trabalho para todo mundo. A gente recebeu os vídeos, deve ter vídeos individuais para todos os setores. Vou procurar estudá-lo mais, apesar de já ter jogado contra ele bastante vezes”.

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Perguntas frequente

Por que Wesley ficou surpreso ao ver torcedores pedindo sua convocação?

Ele acreditava que ainda estava em evolução e achava inusitado que já pedissem seu nome na Seleção.

Qual jogador serviu de inspiração para Wesley no início da carreira?

Vanderson, que jogava no Grêmio em 2021 e agora é seu concorrente na Seleção Brasileira.

Como Wesley tem se preparado para os jogos contra Colômbia e Argentina?

Ele tem seguido os planos de Dorival Júnior e estudado os jogadores adversários, como Arias, para melhorar sua marcação.

Castelino Roberto

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