Na noite de sábado (15), em Várzea Grande (MT), um crime chocou moradores do bairro Cristo Rei. Vitória Camily Carvalho Silva, de 22 anos, foi assassinada a tiros pelo ex-namorado, de 23 anos, que não aceitava o fim do relacionamento. Segundo testemunhas, o homem chegou armado à residência da vítima e, sem hesitar, disparou quatro vezes.
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— perrenguematogrosso (@perrenguemt) February 16, 2025
Vítima morreu no local e assassino tentou atacar outra pessoa
Os disparos atingiram a cabeça e o tórax de Vitória, que não resistiu e morreu no local. Logo depois, o assassino voltou sua arma para uma amiga da jovem, de 20 anos. No entanto, por uma falha no armamento, o disparo não ocorreu. Diante disso, ele entrou rapidamente em uma picape Strada e fugiu antes da chegada da polícia.
Polícia intensifica buscas pelo suspeito
Assim que recebeu o chamado, a Polícia Militar iniciou as buscas na região, mas, até o momento, o criminoso não foi encontrado. Paralelamente, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) já investiga o caso e analisa imagens de câmeras de segurança para identificar a rota de fuga. Além disso, agentes colhem depoimentos de familiares e testemunhas para esclarecer os detalhes do crime.
Feminicídio segue em crescimento no Brasil
Casos como esse reforçam o aumento preocupante da violência contra mulheres no país. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 1.437 feminicídios em 2023, uma média de quase quatro mulheres assassinadas por dia. Esses números mostram que, apesar de avanços em políticas públicas, a violência de gênero continua a fazer vítimas.
Além disso, especialistas alertam que muitos desses crimes poderiam ser evitados caso as ameaças iniciais fossem levadas mais a sério. Normalmente, antes do feminicídio, a vítima já enfrenta perseguições, agressões verbais e, em muitos casos, violência física. Por isso, denunciar os primeiros sinais é essencial para interromper o ciclo de violência.
Denúncias são fundamentais para salvar vidas
A Polícia Civil reforça que qualquer informação sobre o paradeiro do assassino pode ser repassada anonimamente pelo Disque-Denúncia 181.
Se você ou alguém que conhece sofre violência doméstica, não se cale. Ligue para o 180 (Central de Atendimento à Mulher) e busque ajuda. A denúncia pode salvar uma vida.
Perguntas frequentes
Apesar da criação da Lei do Feminicídio (Lei 13.104/2015) e do fortalecimento de medidas protetivas, a violência contra a mulher ainda é um grave problema social.
Os sinais de um relacionamento abusivo geralmente começam de forma sutil, mas se tornam mais evidentes com o tempo.
O primeiro passo é buscar ajuda imediatamente. A vítima pode ligar para o 180 (Central de Atendimento à Mulher) para obter orientação sobre medidas protetivas e apoio psicológico.







