O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União), afirmou nesta quarta-feira (29) que o Estado está próximo do limite prudencial de gastos com pessoal. Em entrevista à rádio Jovem Pan, ele declarou que uma “luz amarela” já foi acesa em relação às finanças, principalmente devido ao aumento dos custos com a folha salarial.
“Nossa folha está chegando no limite prudencial da nossa receita, então tem uma luz amarela acendendo”, disse o governador ao ser questionado sobre a demanda dos servidores por um reajuste de 20% na Revisão Geral Anual (RGA).
Reajuste e pressões por melhorias
Neste mês, o Governo concedeu um reajuste de 4,83% aos servidores, baseado na inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). No entanto, sindicatos que representam a categoria continuam reivindicando os reajustes que não foram pagos durante a pandemia de Covid-19.
Mendes defendeu a posição do Estado, destacando a necessidade de equilíbrio financeiro. “O Estado tem obrigações que vão além do que só pagar salário. Nós não queremos que o Estado volte ao que era em 2018, quando nem conseguiu pagar o próprio salário”, afirmou.
Ele reforçou a importância de recursos para investimentos em áreas essenciais, como saúde, educação, tecnologia e infraestrutura. “O imposto do cidadão é para fazer o Estado funcionar, pagar o salário corretamente, mas também ter dinheiro para investir em outras coisas”, completou.
Mato Grosso no limite fiscal
De acordo com Mendes, o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, informou que os gastos com a folha de pagamento atingiram 44% da receita do Estado, um aumento em relação aos 38% registrados anteriormente. O percentual está próximo do limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o que pode impedir novos reajustes.
“Ano passado, vários estados brasileiros não concederam a recomposição da inflação. Mato Grosso está fazendo isso. O Governo Federal às vezes também não dá. Estamos fazendo a nossa parte. Se puder melhorar, vamos melhorar, mas tem que ser para todo mundo”, concluiu o governador.
Ele quis dizer que o Estado está se aproximando do limite prudencial de gastos com pessoal, o que exige cautela nas finanças.
O Governo concedeu um reajuste de 4,83%, baseado na inflação medida pelo IPCA.
O governador argumenta que o Estado está no limite fiscal, com os gastos com a folha de pagamento alcançando 44% da receita, o que impede novos aumentos significativos.






