Dois jornalistas confrontaram diretamente Antony Blinken, secretário de Estado dos EUA, durante sua coletiva de despedida nesta quinta-feira (16). As acusações transformaram o evento em uma arena de tensão e protesto verbal.
Jornalista é retirado à força após protestar contra Antony Blinken em coletiva; veja vídeo
— perrenguematogrosso (@perrenguemt) January 17, 2025
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Max Blumenthal iniciou os protestos com perguntas incisivas. Ele acusou Blinken de permitir ataques que resultaram na morte de 300 jornalistas em Gaza, conforme dados do Comitê de Proteção a Jornalistas. “Por que você permitiu que meus amigos fossem massacrados? Por que você permitiu que as casas dos meus amigos em Gaza fossem destruídas quando fizemos um acordo em maio? Você acabou de ajudar a destruir nossa religião, o judaísmo, ao associá-la ao fascismo. (…) Por que você permitiu que o Holocausto do nosso tempo acontecesse? Como é ter seu legado de genocídio?”, questionou Blumenthal, sem hesitar.
Logo após, Sam Husseini se juntou ao protesto e elevou ainda mais o tom. Ele gritou: “Criminoso! Por que você não está em Haia?”, enquanto Blinken tentava acalmá-lo pedindo que respeitasse o processo. Husseini ignorou os pedidos e manteve suas acusações. A segurança agiu rapidamente, retirando o jornalista à força da sala.
Blinken destaca progresso nas negociações
Após a remoção de Husseini, Blinken retomou seu discurso. Ele afirmou que o cessar-fogo em Gaza, mediado pelos Estados Unidos e pelo Catar, deverá começar no próximo domingo (19). O acordo prevê a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos e pode pôr fim a uma guerra que já dura mais de 15 meses, deixando mais de 46 mil mortos em Gaza.
“Não é exatamente surpreendente que em um processo, em uma negociação tão desafiadora e tensa, possa haver uma ponta solta. Estamos amarrando essa ponta solta enquanto falamos”, explicou Blinken, demonstrando otimismo.
A coletiva expôs as crescentes críticas à atuação dos Estados Unidos no conflito e destacou a urgência de medidas concretas para aliviar o impacto devastador em Gaza.
Eles o acusaram de permitir crimes contra jornalistas e civis em Gaza, além de questionarem sua responsabilidade no conflito.
Ele tentou acalmar os ânimos pedindo respeito ao processo e continuou destacando o progresso no cessar-fogo.
Ele prevê a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos e pode encerrar uma guerra de 15 meses.







