Um vídeo que circula nas redes sociais mostra a cachoeira da Salgadeira, em Chapada dos Guimarães (MT), lotada de turistas e visitantes no primeiro fim de semana do ano de 2025. As pessoas aproveitaram o local para escapar do calor intenso e se refrescar nas águas da cachoeira, que é um dos destinos turísticos mais populares de Mato Grosso.
Salgadeira recebe multidão de visitantes no fim de semana em Chapada dos Guimarães; veja vídeo pic.twitter.com/GAOD5GvMsp
— perrenguematogrosso (@perrenguemt) January 5, 2025
Superlotação exige cuidado redobrado
A grande quantidade de visitantes no fim de semana reforça a necessidade de conscientização. Cachoeiras, apesar de belas e convidativas, apresentam riscos naturais, como pedras escorregadias e correntezas. Além disso, a superlotação pressiona o ambiente, aumenta o descarte inadequado de lixo e pode causar danos à vegetação nativa.
Turistas podem contribuir diretamente para a preservação ao descartar resíduos corretamente e seguir as orientações da gestão. Atitudes responsáveis ajudam a proteger o local e garantem uma experiência mais segura para todos.
Gestão atual garante preservação e segurança
Desde 15 de janeiro de 2024, o Serviço Social do Comércio (Sesc) administra a Salgadeira. A mudança ocorreu após o Ministério Público apontar irregularidades graves cometidas pela antiga concessionária, como problemas na Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) e falta de acessibilidade. O Sesc assumiu o compromisso de preservar o ambiente natural enquanto oferece uma experiência segura e responsável para os visitantes.
A nova gestão implementa melhorias contínuas para superar os desafios herdados. Com foco na sustentabilidade e no turismo consciente, o Sesc trabalha para garantir que a Salgadeira continue atraindo turistas sem comprometer sua integridade ambiental.
Um passado marcado por desafios
A Salgadeira enfrentou diversos problemas antes de sua reabertura em 2018. Fechada em 2010 devido a riscos de desabamento e resíduos acumulados, a cachoeira permaneceu inativa por oito anos. Obras de reforma começaram com orçamento de R$ 6 milhões, mas falhas no projeto e interrupções elevaram o custo para R$ 12 milhões. Planejada para reabrir durante a Copa do Mundo de 2014, a inauguração só aconteceu anos depois.
Hoje, a Salgadeira se consolida como um espaço essencial de lazer e turismo em Mato Grosso. No entanto, sua preservação depende tanto da gestão quanto da colaboração dos visitantes.
A antiga concessionária foi substituída após irregularidades ambientais, incluindo a inoperância da Estação de Tratamento de Efluentes e falta de acessibilidade.
A superlotação pode causar descarte inadequado de lixo, danos à vegetação e aumentar os riscos de acidentes devido a condições naturais como correntezas e pedras escorregadias.
Seguir as regras do local, evitar descarte de lixo no ambiente e respeitar as limitações impostas pela gestão para garantir a preservação e segurança do espaço.



