O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) abriu uma investigação contra Alessandro Pereira de Oliveira, conhecido como “Léo”, de 36 anos. Ele gravou um vídeo racista enquanto trabalhava em um bar no bairro Universitário, em Belo Horizonte. Durante o incidente, ele ofendeu uma cliente que havia solicitado que ele lavasse um copo sujo. No vídeo, Alessandro proferiu insultos graves, dizendo: “preto tem que entrar no chicote no tronco”, o que gerou grande revolta nas redes sociais.
Histórico criminal extenso
Além desse caso, Alessandro já acumulava uma ficha criminal extensa, com 86 registros anteriores. Entre as infrações, constam crimes como ameaça, injúria, difamação e descumprimento de medidas protetivas. Ademais, a maioria desses delitos foi cometida na cidade de Governador Valadares, na região do Rio Doce, em Minas Gerais. Entretanto, o caso atual trouxe à tona sua condição de foragido, pois ele não retornou ao sistema prisional após uma saída temporária, o que resultou em um mandado de prisão ativo desde março de 2023.
Mandado de prisão e crimes anteriores
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) confirmou que Alessandro cumpria pena desde 2022 por crimes graves, como violência doméstica, violência psicológica, perseguição reiterada e divulgação de material sexual. No entanto, após sua liberação temporária, ele não retornou à prisão e desde então segue sendo procurado pelas autoridades.
Repercussão e ações futuras
Apesar de seu vasto histórico criminal, Alessandro estava trabalhando livremente em um bar quando o incidente racista ocorreu. O caso gerou grande repercussão e reacendeu discussões sobre a reincidência criminal e a eficácia das saídas temporárias concedidas aos presos. Diante disso, o MPMG iniciou a investigação para apurar todos os detalhes e, possivelmente, adicionar novas acusações relacionadas ao crime de racismo.
Por fim, o caso de Alessandro sublinha a importância de ações mais rigorosas no combate a crimes de ódio. Além disso, destaca a necessidade de maior controle e supervisão sobre indivíduos com histórico de reincidência criminal, a fim de garantir a segurança da sociedade.







