O ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, negou de maneira enfática as recentes acusações de assédio sexual feitas contra ele. As denúncias, que envolvem alegações de assédio contra diversas mulheres, incluindo a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, foram encaminhadas ao movimento Me Too Brasil. Em resposta, Almeida afirmou que tomará todas as medidas legais necessárias para apurar o caso de forma detalhada.
Ministro rejeita as acusações
Logo após a divulgação das denúncias, Silvio Almeida emitiu um comunicado oficial e negou categoricamente as alegações. Ele classificou as acusações como “mentiras” e afirmou que sempre agiu com respeito, especialmente em relação à sua esposa e filha. Assim, garantiu que solicitará uma investigação formal à Procuradoria Geral da República (PGR), à Controladoria Geral da União (CGU) e ao Ministério da Justiça. Almeida reforçou a necessidade de investigar as acusações com base em fatos concretos, evitando especulações.
Denúncias chegam ao Me Too Brasil e repercutem
Por outro lado, o movimento Me Too Brasil confirmou o recebimento dos relatos de assédio, aumentando ainda mais a repercussão do caso. Várias mulheres teriam relatado episódios de assédio envolvendo o ministro. Entre as denúncias, há relatos de toques inapropriados e comentários de teor sexual que teriam ocorrido no ano passado. Entretanto, a ministra Anielle Franco, uma das envolvidas, optou por não se pronunciar publicamente até o momento.
Governo avalia ações após as acusações
Diante da gravidade da situação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se com ministros e assessores para discutir as medidas a serem tomadas. Participaram do encontro o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro da Secretaria de Comunicação, Paulo Pimenta.
Nesse sentido, o governo avalia a possibilidade de Padilha fazer um pronunciamento oficial, possivelmente através de um vídeo, explicando as ações do governo. Enquanto isso, Silvio Almeida segue à frente do Ministério dos Direitos Humanos, com o compromisso do governo de assegurar que a investigação ocorra de forma justa e transparente.



