O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), voltou ao centro do debate político após responder, com ironia, às críticas envolvendo o pagamento de R$ 600 mil a uma clínica veterinária pertencente a um empresário que apoiou sua campanha eleitoral. A contratação, questionada por adversários e por parte da população, foi defendida pelo prefeito como uma medida técnica, necessária e tomada em caráter emergencial.
Prefeito diz que herdou serviço sem contrato e que situação exigia rapidez
Durante a entrevista, Abílio afirmou que a polêmica surgiu por desconhecimento da realidade deixada pela antiga gestão. Segundo ele, ao assumir o mandato, não havia nenhum contrato vigente que garantisse atendimento veterinário a animais feridos, atropelados ou em situação de vulnerabilidade.
O prefeito destacou que esse tipo de serviço não pode ser interrompido, já que envolve casos de urgência e assistência a animais abandonados. Sem uma empresa contratada e com a demanda se acumulando, ele defendeu que a solução encontrada foi a única possível naquele momento.
Abílio também reforçou que a clínica escolhida era uma das poucas em condições estruturais de atender imediatamente a demanda do município.
Resposta irônica e críticas sobre apoio eleitoral
As críticas se intensificaram quando veio à tona que o proprietário da clínica beneficiada pelo contrato teria apoiado a campanha eleitoral de Abílio Brunini. Questionado sobre isso, o prefeito reagiu com ironia, afirmando que o fato de o empresário ter manifestado apoio não o tornaria automaticamente impedido de prestar serviço ao município.
Com tom ácido, Abílio sugeriu que parte da repercussão foi alimentada por disputas políticas e por uma tentativa de associar qualquer decisão emergencial a favorecimento pessoal, mesmo sem provas. Ele voltou a defender que o processo foi conduzido dentro da legalidade e segundo necessidades verificadas pela equipe técnica.
Serviço veterinário e demandas crescentes na capital
A discussão também chama atenção para um problema recorrente em Cuiabá: o alto número de animais abandonados e o volume crescente de atendimentos emergenciais. Segundo dados de entidades de proteção animal, a demanda aumenta ano após ano, especialmente em épocas de férias e mudanças de residência.
Para organizações do setor, o debate precisa ir além da polêmica sobre contratos e avançar para políticas mais amplas de controle populacional, castração, educação da população e fiscalização.
Perguntas frequentes:
Por que o contrato de R$ 600 mil gerou críticas?
Porque a clínica contratada pertence a um empresário que apoiou a campanha de Abílio, levantando suspeitas de favorecimento.
O prefeito justificou como essa contratação?
Ele disse que a decisão foi técnica e emergencial, já que não havia contrato vigente deixado pela gestão anterior.
A clínica foi a única opção disponível?
Segundo o prefeito, era uma das poucas com condições imediatas de atender as demandas emergenciais da cidade.



