Réu dos atos de 8 de janeiro interrompe palestra de Gilmar Mendes e se declara refugiado político na Argentina; veja vídeo

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Um episódio inusitado marcou o seminário internacional organizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em parceria com a Universidade de Buenos Aires, na Argentina. Durante a fala do ministro Gilmar Mendes, o brasileiro Simon Castro — acusado de participar dos ataques de 8 de janeiro de 2023 — interrompeu a palestra e declarou-se “refugiado político”. O homem, que responde por 16 crimes relacionados à invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, afirmou que é vítima de perseguição judicial e que não teve direito à defesa no Brasil.

O momento da interrupção

O seminário transcorria normalmente quando Simon Castro se levantou no auditório e passou a falar em tom de protesto. Ele negou envolvimento nos atos antidemocráticos e afirmou que não existem provas que o incriminem. Em seu discurso improvisado, também acusou o STF e o ministro Alexandre de Moraes de conduzirem um processo “sem garantias legais” e se disse injustiçado. A equipe de segurança interveio rapidamente, e a fala do ministro Gilmar Mendes foi interrompida por alguns minutos.

Segundo testemunhas, o clima ficou tenso no local, mas o evento seguiu após o incidente. A atitude de Simon chamou atenção dos participantes e levantou questionamentos sobre como uma figura investigada no Brasil conseguiu participar de um seminário organizado pelo próprio Supremo fora do país.

As acusações que recaem sobre Simon Castro

Simon Castro é acusado de cometer 16 crimes, incluindo abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano ao patrimônio público e associação criminosa. O Ministério Público o aponta como um dos participantes dos ataques de 8 de janeiro, quando prédios do Congresso Nacional, Palácio do Planalto e STF foram depredados em Brasília.

Em sua defesa, ele afirma que jamais entrou nas sedes dos Três Poderes e que foi alvo de perseguição política. Ao se declarar refugiado na Argentina, busca evitar possíveis prisões e diz estar em busca de “proteção internacional contra abusos judiciais”.

As implicações políticas e diplomáticas

O caso repercutiu entre juristas e analistas políticos, que viram no episódio uma tentativa de transformar um julgamento judicial em disputa ideológica. A presença de Simon Castro em um evento do STF fora do Brasil trouxe também questionamentos sobre segurança institucional e imagem do tribunal no exterior.

O pedido de refúgio político, caso seja formalizado, colocará o governo argentino diante de uma decisão sensível: acolher ou não um cidadão brasileiro acusado de crimes contra o Estado Democrático.


Perguntas e respostas

Por que Simon Castro interrompeu a palestra de Gilmar Mendes?
Para se declarar refugiado político e denunciar o que chama de perseguição judicial no Brasil.

Ele realmente participou dos atos de 8 de janeiro?
Ele nega qualquer envolvimento, mas responde a 16 acusações formais relacionadas aos ataques.

O que pode acontecer agora?
Se o pedido de refúgio for levado às autoridades argentinas, o governo local decidirá se concede ou não proteção a Simon Castro.

Fabíola Maria Costa Silva

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