Zema promete perdoar Bolsonaro se eleito e defende “virada de página” na política brasileira; veja vídeo

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), movimentou o cenário político nacional ao declarar, nesta quarta-feira (26.11), que seu primeiro ato como presidente da República seria conceder perdão ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A fala ocorre após a condenação de Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. Segundo Zema, o país não pode permanecer “refém de conflitos do passado”.

Anistia como prioridade: Zema fala em “encerrar o ciclo de conflitos”

Durante entrevista, Zema afirmou que o perdão a Bolsonaro seria uma das primeiras medidas de seu governo. Para ele, a punição imposta pelo STF acentuou divisões políticas que precisam ser superadas para o país avançar.
“O Brasil precisa passar uma borracha no passado para poder seguir em direção ao futuro”, declarou.
A afirmação posiciona Zema entre as vozes que defendem uma reconfiguração do ambiente político, reduzindo embates entre Judiciário e conservadores. Ele argumenta que a pacificação institucional só é possível com um gesto amplo de anistia.

Comparação com 2018: unidade da esquerda inspira estratégia da direita

Ao falar sobre o cenário eleitoral, Zema comparou a situação atual da direita com o período de 2018, quando o PT manteve coesão mesmo com Lula preso. Segundo ele, Bolsonaro segue sendo a liderança mais influente do campo conservador, mesmo impossibilitado de atuar diretamente na política.
Zema acredita que a direita precisa reproduzir a estratégia de unidade parcial adotada pela esquerda naquele período. Para isso, afirma que uma eventual anistia teria papel central na reorganização do bloco conservador, dando fim ao que chama de “fantasma judicial” que impacta o grupo.

Direita com múltiplas candidaturas: divisão ou estratégia?

Outro ponto abordado pelo governador foi a multiplicidade de nomes cogitados para a disputa presidencial de 2026. Zema afirmou que a direita deve lançar vários candidatos no primeiro turno e que isso não representa fragmentação interna.
Segundo ele, Bolsonaro também apoia essa estratégia.
“O Bolsonaro disse para mim: vá, e quanto mais nomes a direita tiver, melhor”, afirmou.
A lógica, segundo Zema, é ampliar o alcance eleitoral e consolidar o campo conservador em diferentes segmentos da sociedade, reunindo forças apenas no segundo turno.

Perguntas e respostas

O perdão presidencial poderia anular a condenação de Bolsonaro?

Sim. A anistia extinguiria a pena, caso fosse concedida por um presidente eleito.

A direita deve lançar vários candidatos?

Segundo Zema, sim. Ele diz que a diversidade fortalece o campo conservador.

Bolsonaro apoia a estratégia?

Zema afirma que conversou com ele antes da prisão e recebeu incentivo direto para disputar.

Fabíola Maria Costa Silva

Curtiu? Compartilhe

Ajuda a espalhar a notícia — manda no grupo.

Continue lendo