Zema dispara contra governadores de esquerda e cita Bahia como “epicentro da violência” no país; veja vídeo

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), voltou a provocar repercussão nacional ao afirmar, nesta quarta-feira (26.11), que os estados mais violentos do Brasil são governados pela esquerda. Durante entrevista, Zema citou a Bahia como o principal exemplo de avanço da criminalidade e relacionou o cenário ao que chama de “falta de enfrentamento real às facções”. As declarações surgem em meio à prévia movimentação política para 2026 e reacendem o debate sobre segurança pública e responsabilidade dos governos estaduais.

Bahia como vitrine da crítica: Zema aponta falhas e responsabiliza governos petistas

Ao comentar indicadores de violência, Zema afirmou que a Bahia — governada pelo PT há quase duas décadas — vive crescimento contínuo de homicídios, feminicídios e crimes violentos. Para ele, o problema decorre da ausência de políticas duras contra organizações criminosas.
Segundo o governador mineiro, facções se fortalecem quando o Estado falha em enfrentamento estruturado, investigações profundas e integração de forças policiais. A Bahia, na visão dele, tornou-se o “caso mais evidente” desse fenômeno.
As declarações reforçam o tom crítico adotado por Zema contra governadores de esquerda, posicionando-se como voz conservadora no debate nacional.

Zema evita comentar Mato Grosso, mas sugere padrão nacional de violência

Questionado sobre o avanço da criminalidade em Mato Grosso, Zema optou pela cautela. Disse não acompanhar de perto os números locais, mas afirmou que o padrão observado nacionalmente é consistente: estados administrados pela esquerda apresentam maior crescimento da violência em comparação aos governados por partidos de centro-direita ou direita.
Para o governador mineiro, os dados refletem um modelo de gestão que não prioriza o combate direto às organizações criminosas. Ele voltou a defender políticas de repressão mais firmes, articuladas com inteligência policial e cooperação federativa.

Proposta para 2026: facções classificadas como terrorismo

Zema também voltou a tratar de um ponto central de seu discurso político: caso concorra e vença a eleição presidencial de 2026, pretende classificar facções criminosas como organizações terroristas.
A proposta, segundo ele, abriria caminho para aumento das penas, facilitaria a atuação integrada de forças estaduais e federais e permitiria até cooperação internacional em investigações.
A ideia divide especialistas, mas agrada setores mais conservadores que defendem endurecimento na resposta estatal.

Perguntas e respostas

Zema apresentou dados específicos sobre a Bahia?

Ele citou tendências gerais de aumento da violência, mas não detalhou indicadores durante a fala.

A criminalidade em Mato Grosso foi debatida?

Zema evitou comentar, afirmando não acompanhar de forma aprofundada os dados do estado.

A proposta de classificar facções como terrorismo já está em debate no Congresso?

Ainda não. É uma agenda defendida por Zema para eventual campanha nacional.

Fabíola Maria Costa Silva

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