Wellington justifica polêmica sobre emenda de R$ 600 mil destinada para Antártica; veja vídeo

Política Vídeo principal
PERRENGUE - OBRAS - INTERNO DE NOTICIAS [ADOPS INS 3040 | CAMP 1048 | PI 91493 | ADOPS-PERRENGUE-3040 | 728x90.gif]

O senador Wellington Fagundes (PL-MT), candidato ao Governo de Mato Grosso, justificou a destinação de aproximadamente R$ 600 mil em recursos de emenda parlamentar para ações ligadas ao Programa Antártico Brasileiro (Proantar). Questionado sobre o envio de dinheiro para uma iniciativa executada fora de Mato Grosso, o parlamentar defendeu a importância do investimento em pesquisa científica e afirmou que os estudos desenvolvidos no continente podem produzir reflexos para diferentes setores brasileiros. Documentos da Marinha registram uma emenda de autoria de Fagundes no valor de R$ 599.128 para apoio logístico à pesquisa científica na Antártica.

Recursos foram destinados à segurança de pesquisadores

De acordo com o registro oficial da Diretoria de Gestão Orçamentária da Marinha, os R$ 599.128 foram destinados à Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM). A descrição aponta que o recurso financiou a contratação de mão de obra de montanhistas especializados na região antártica, responsáveis por oferecer segurança durante deslocamentos e acampamentos de pesquisadores.

Portanto, apesar de o recurso estar relacionado à Antártica, a finalidade registrada não corresponde à transferência direta de dinheiro para outro país. A verba integra uma ação brasileira de apoio logístico à pesquisa científica desenvolvida pelo Proantar.

Wellington relaciona pesquisas ao agronegócio

Ao explicar a destinação, Wellington argumentou que as pesquisas realizadas na Antártica podem gerar conhecimentos relevantes para o Brasil, inclusive para o agronegócio de Mato Grosso e de outros estados do Centro-Oeste. O senador também já defendeu publicamente o Proantar no Congresso. Em audiência realizada no Senado em maio de 2025, afirmou que a presença brasileira no continente contribui para pesquisas relacionadas às mudanças climáticas, biodiversidade, oceanografia, geologia e meteorologia.

Programa mantém presença científica brasileira

Criado em 1982, o Proantar mantém a participação brasileira em pesquisas realizadas na região e está ligado à presença estratégica do país no continente. Durante discussão no Senado, Fagundes afirmou que a atuação brasileira também fortalece a participação do país nas decisões internacionais relacionadas à Antártica.

A documentação oficial da Marinha confirma o valor de R$ 599.128 e identifica Wellington Fagundes como autor da emenda destinada ao apoio logístico da pesquisa científica.

Curtiu? Compartilhe

Ajuda a espalhar a notícia — manda no grupo.

Institucional