Vorcaro relata suposto pagamento de R$ 30 milhões ao Instituto Lula, revela VEJA; ouça áudio

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O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou ter realizado pagamentos de R$ 30 milhões em dinheiro vivo ao Instituto Lula, administrado por Paulo Okamotto, para financiar a produção de um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no exterior. A informação consta de relatos obtidos pela revista VEJA, divulgados nesta quinta-feira (8). Segundo a publicação, Vorcaro também afirmou que negociou com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto pagamentos para conseguir acesso a recursos de fundos de pensão de servidores federais. A Procuradoria-Geral da República (PGR) recebeu informações sobre o caso, mas não deu prosseguimento à apuração por falta de provas, conforme o relato divulgado pela revista. As declarações representam alegações do banqueiro e não comprovam, por si só, a realização dos pagamentos.

Banqueiro cita negociações com ex-tesoureiro do PT

De acordo com a VEJA, Daniel Vorcaro relatou que manteve negociações com João Vaccari Neto envolvendo pagamentos relacionados ao acesso a recursos de fundos de pensão de servidores federais.

O banqueiro também afirmou que destinou R$ 30 milhões em espécie ao Instituto Lula para custear a produção de um documentário sobre o presidente no exterior.

Além disso, Vorcaro mencionou outro pagamento diretamente à instituição, mas não informou o valor dessa suposta transferência.

A reportagem atribui as declarações ao banqueiro. O material divulgado não apresenta comprovação independente de que os valores tenham sido efetivamente entregues ou recebidos pela instituição.

PGR não deu prosseguimento ao caso por falta de provas

Segundo a publicação, Vorcaro apresentou detalhes de suas declarações à Procuradoria-Geral da República. Entretanto, a PGR não deu continuidade ao caso, sob a justificativa de insuficiência de provas.

O banqueiro afirmou que os supostos pagamentos ocorreram em dinheiro vivo, circunstância que dificulta a comprovação das transferências por meio de registros bancários.

Por outro lado, a defesa de Vorcaro sustentou que existiriam outros elementos capazes de auxiliar na verificação das informações apresentadas.

Entre eles, os advogados mencionaram mensagens de WhatsApp, registros de pessoas que teriam retirado o dinheiro e informações sobre os locais e os trajetos utilizados nas supostas entregas.

Defesa menciona mensagens e registros sobre supostas entregas

A existência desses possíveis registros integra a versão apresentada pela defesa do banqueiro. Contudo, o conteúdo divulgado pela VEJA não permite confirmar se as mensagens e os demais elementos comprovam as operações relatadas.

Além disso, a publicação não esclarece se as autoridades tiveram acesso a todos os materiais mencionados pelos advogados.

O caso envolve alegações sobre movimentações financeiras de valor elevado e supostas negociações relacionadas a fundos de pensão. Entretanto, a ausência de comprovação exige distinguir as declarações de Vorcaro dos fatos efetivamente demonstrados.

Até o momento, as informações apresentadas na publicação consultada não incluem manifestações do Instituto Lula, de Paulo Okamotto ou de João Vaccari Neto sobre as alegações divulgadas pela revista.

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