A Praia do Itararé, em São Vicente (SP), virou palco de um espetáculo natural incomum na noite do último sábado (6). Um fenômeno de bioluminescência fez a areia brilhar sob os pés do engenheiro agrônomo Maykon Canesin Clemente, de 46 anos, que registrou o momento e viralizou nas redes sociais. A cena chamou atenção pela intensidade da luz e pela raridade do evento na faixa de areia.
Fenômeno raro cria rastro luminoso na areia
Maykon relatou que caminhava pela praia quando percebeu que cada passo deixava um rastro azul cintilante. Ele descreveu a experiência como “inusitada, divertida e bem interessante”, já que nunca havia presenciado algo parecido. A luminosidade surpreendeu quem estava no local e despertou curiosidade sobre o que poderia ter causado o brilho incomum.
Especialistas explicam a origem da bioluminescência
O biólogo marinho Alex Ribeiro afirma que organismos microscópicos chamados Noctiluca scintillans, um tipo de dinoflagelado conhecido como “fogo do mar”, provocaram o fenômeno. O nome em latim significa “brilho da noite” e descreve exatamente o que apareceu na praia.
O biólogo explica que esses organismos produzem luz quando duas enzimas luciferina e luciferase entram em contato e desencadeiam uma reação química luminosa, o mesmo princípio que ocorre nos vagalumes. Normalmente, a bioluminescência aparece na água, destacada pela quebra das ondas. Porém, Alex acredita que, neste caso, correntes marinhas fortes levaram uma grande quantidade desses organismos para a areia, permitindo que o brilho surgisse a cada toque ou passo.
Reação viral e interesse científico
O registro ganhou grande repercussão nas redes sociais, levantando debates sobre mudanças ambientais, temperatura da água e aumento de ocorrências desse tipo no litoral brasileiro. Embora belo, o fenômeno também desperta interesse científico, já que nem sempre indica um ambiente saudável.
Perguntas e Respostas
O dinoflagelado Noctiluca scintillans produz luz quando alguém ou algo o movimenta.
Não há indícios de risco imediato, mas especialistas monitoram a presença desses organismos.
Porque geralmente ocorre no mar, e não na areia, tornando a cena incomum na região.






