Recentemente, dois atropelamentos de onças ocorreram na rodovia que liga Tapurah a Sorriso, no norte de Mato Grosso, gerando grande revolta nas redes sociais. As onças, além de serem atropeladas, foram encontradas com partes mutiladas, levantando a suspeita de que as patas dos animais foram retiradas para a fabricação ilegal de souvenires, como chaveiros.
Rodovias cortam áreas de preservação e ameaçam a fauna local
O atropelamento de animais silvestres representa uma das principais causas de morte para espécies ameaçadas, como a onça-pintada, símbolo da biodiversidade brasileira. Rodovias como a Tapurah-Sorriso, que cortam áreas de mata e regiões rurais de Mato Grosso, se tornam barreiras mortais para a fauna local. Especialistas afirmam que a falta de sinalização e a alta velocidade dos veículos contribuem para o aumento dos atropelamentos de animais.
Mutilação de animais silvestres: um crime ambiental
A mutilação das onças, com a retirada de suas patas, configura uma prática criminosa e ilegal. A legislação brasileira proíbe o tráfico e a exploração de animais silvestres, assim como a retirada de partes do corpo desses animais. Quem identificar e realizar tais atos pode receber pesadas multas e até penas de reclusão.
Campanhas de conscientização também desempenham um papel fundamental. Informar motoristas sobre os riscos de atropelamento e sobre a importância da preservação da fauna pode reduzir significativamente os incidentes e a exploração ilegal de animais.
Perguntas frequentes
A morte das onças desestabiliza o equilíbrio ecológico, pois elas controlam populações de outras espécies e mantêm a saúde dos habitats.
A retirada de partes de animais silvestres é um crime, prejudica a biodiversidade e incentiva o tráfico de espécies ameaçadas.
Os atropelamentos nas rodovias representam uma das principais causas de morte de animais silvestres, especialmente em áreas de preservação.



