Em Guarapari, no litoral do Espírito Santo, o motorista de app foi feito de refém por três criminosos durante aproximadamente duas horas
Um motorista de aplicativo de 54 anos vivenciou uma cena de filme de ação nas últimas semanas. Em Guarapari, no litoral do Espírito Santo, o homem foi feito de refém por três criminosos durante aproximadamente duas horas.
Segundo a Polícia Civil, os autores fizeram com que o condutor rodasse por vários bairros da cidade, pois estavam em busca de um desafeto que pretendiam matar. O motorista foi coagido a transportar o trio e ameaçado com uma arma de fogo.
Na última quinta-feira (6), a polícia prendeu um homem de 21 anos, que participou do roubo ao motorista de aplicativo. Segundo a delegada Rosane Cysneiros, a vítima disse em depoimento que passou por momentos de muito pavor.
“O planejamento do homicídio não deu certo, por não encontrarem o alvo. Com isso, o grupo havia decidido executar a vítima. O motorista detalhou que, no carro, foi mantido, o tempo todo, no banco de trás, enquanto seguiam com o veículo para uma rua sem saída, com um matagal próximo, no bairro de Nossa Senhora de Fátima”, detalha.
Bandidos levam carro até posto de gasolina
Naquele local, o homem que estava com a arma de fogo teria dito aos comparsas: “não vai dar para executar ele aqui, tem câmera”. Ainda segundo relato da vítima, o combustível do veículo estava acabando e o grupo decidiu ir a um posto para abastecer.
No estabelecimento, foi utilizado o cartão do motorista de aplicativo. Nesse momento, a vítima conseguiu fugir. O veículo roubado foi abandonado e os autores se evadiram do local. Vídeo de câmeras de segurança do estabelecimento mostra o momento em que a vítima sai correndo do carro.
Os autores então fugiram do local. Segundo a delegada Rosane Cysneiros, o detido foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarapari.
“Ele tem passagem pela polícia, por crimes como, atos infracionais análogos a tráfico de drogas, homicídio, tentativa de latrocínio, roubo e porte de arma de fogo. Após a prisão, foi possível identificar outros dois autores do crime e representar por suas prisões junto ao Poder Judiciário. A arma de fogo utilizada no crime foi apreendida”, explicou ela.
Via BHAZ









