Imagens mostram o jovem sendo ameaçado e agredido dentro da sala de aula, meses antes do espancamento, em Praia Grande. Estudantes acreditaram, de forma errônea, que o menino denunciou um relacionamento entre uma professora e um aluno.
Um vídeo obtido pelo g1 na quinta-feira (23) mostra o adolescente, que foi espancado por colegas de classe após ser acusado de ter ‘dedurado’ a professora que beijou um aluno sendo ameaçado e agredido, dentro da sala de aula, por um colega (veja acima). O vídeo foi gravado meses antes do espancamento. O jovem recebeu alta médica após ficar cinco dias internado. O g1 conversou com a mãe do garoto, que afirmou que ele está com medo e que não quer voltar à escola.
O menino é amigo da aluna que recebeu mensagens da professora contando que ela havia beijado um estudante do 9ª ano do Ensino Fundamental, e queria “transar com ele”. A professora de artes trabalhava na escola municipal Vereador Felipe Avelino Moraes e foi demitida.
O caso foi denunciado pela mãe da aluna que recebeu as mensagens da professora. Após a denuncia, a filha da mulher e o estudante agredido passaram a receber ameaças. Um vídeo obtido pelo g1 mostra ele sendo agredido pela primeira vez dentro de sala de aula há três meses (veja acima).
“Estou muito triste, revoltada. Quero que seja feita Justiça. Fiz a reclamação [na escola], pedi que interviessem, que a diretora tomasse providência e nada foi feito. Não recebi ligação, esclarecimento. Depois da agressão, fui na escola e ela disse que não tinha comunicado os pais. Ela foi omissa”, disse.
A mãe do jovem, que não terá o nome informado, contou que o filho chegou a ser suspenso da escola durante sete dias por conta da agressão do vídeo acima. Mas, ela diz que não sabe se o garoto que aparece esganando o pescoço do filho dela teve alguma punição. “Disseram que iam suspender meu filho porque foi uma agressão mútua”.
Na terça-feira (14), o menino foi agredido após o relacionamento entre a professora e o aluno ter sido divulgado. Ele sofreu um trauma abdominal, que provocou um abscesso de sangue na cavidade abdominal. “Teve que tomar antibiótico porque isso gerou um inchaço enorme nas partes íntimas dele, no abdômen, na virilha, e tomou um anticoagulante para dissolver esse coágulo”.
A mulher relatou, ainda, que o filho foi ameaçado de morte pelos colegas de sala, e que estava apanhando por causa da professora. “Disseram que era sorte que eu [mãe] estaria chorando na porta da delegacia, que deveria chorar na porta do cemitério”.
Desde a primeira agressão, registrada por colegas de sala no vídeo acima, a vítima passou a ir e voltar da escola acompanhada, mas no dia da última violência houve um imprevisto e precisou sair sozinha.
“Ele perdeu o direito de ir e vir, esses meses a gente estava levando e trazendo todo dia (…). Estavam premeditando a oportunidade de pegar ele”, finalizou.
O g1 entrou em contato novamente com a Prefeitura de Praia Grande sobre a reclamação da mãe da vítima em que a diretora da unidade teria sido omissa em relação ao caso, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Via g1









