O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), declarou que rejeita cumprir uma decisão da Justiça mineira que questiona a abertura de escolas no modelo cívico-militar no estado. Ele afirmou que respeita os poderes, mas disse que o Judiciário precisa “conhecer limites” em sua atuação. A fala ocorreu em meio ao debate sobre a expansão desse formato educacional, que já funciona em parte da rede estadual.
Simões é vice do governador Romeu Zema (Novo) e declarou que pretende abrir pelo menos cinco novas unidades no modelo cívico-militar caso assuma definitivamente o cargo. Zema sinalizou interesse em disputar as eleições de outubro, o que pode alterar o comando do Executivo mineiro.
O que está em discussão sobre as escolas cívico-militares
As escolas cívico-militares combinam gestão compartilhada entre profissionais da educação e militares da reserva. O modelo busca reforçar disciplina, organização e acompanhamento pedagógico. O Ministério da Educação já incentivou esse formato em anos anteriores por meio de programas federais.
Em Minas Gerais, o tema gera controvérsia jurídica. A decisão judicial que motivou a reação de Simões trata de aspectos administrativos e legais da implementação dessas unidades. O vice-governador declarou que considera a abertura de escolas uma decisão administrativa do Executivo e afirmou que não aceitará interferência do Judiciário ou do Tribunal de Contas nesse processo.
A comparação com o Supremo Tribunal Federal
Durante a declaração, Simões comparou a atuação do Judiciário mineiro ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, o tribunal superior “não encontra limites” em Brasília. Ele afirmou que, em Minas Gerais, o Tribunal de Justiça começará a conhecer esses limites.
A fala elevou o tom do debate institucional. A Constituição brasileira estabelece a separação entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Especialistas em direito constitucional apontam que decisões judiciais podem revisar atos administrativos quando há questionamentos legais.
Expansão planejada e impacto político
Simões declarou que pretende criar cinco novos modelos de escolas cívico-militares. Ele afirmou que é advogado e que enfrentará eventuais disputas judiciais para viabilizar a expansão. O anúncio ocorre em um momento de possível transição política no estado, caso Romeu Zema deixe o cargo para concorrer a outro posto eletivo.
Atualmente, estados que adotam o modelo defendem melhora em indicadores de disciplina e rendimento escolar. Críticos questionam a adequação pedagógica e a constitucionalidade da gestão compartilhada. O debate deve continuar nas próximas semanas, especialmente se novas decisões judiciais surgirem.
Perguntas e respostas:
O que Mateus Simões anunciou?
Ele afirmou que pretende abrir cinco novas escolas cívico-militares em Minas Gerais.
Qual foi a reação dele à decisão judicial?
Ele declarou que rejeita interferência do Judiciário na decisão administrativa.
O STF foi citado na declaração?
Sim, Simões comparou a atuação do Judiciário mineiro ao Supremo Tribunal Federal.








