Vereador passa mal em sessão da Câmara após perder liminar na Justiça; veja vídeo

Perrengue Mato Grosso

Na manhã desta quinta-feira (3), o vereador Tiago Vargas (PP), de Campo Grande, passou mal durante uma sessão ordinária na Câmara Municipal. Logo após um desabafo sobre sua situação judicial, ele deitou no chão do plenário e precisou de assistência imediata de seus colegas. Em razão do ocorrido, a sessão foi temporariamente suspensa para que ele pudesse receber o devido auxílio. Esse episódio ocorreu em meio a mais uma reviravolta judicial desfavorável ao vereador.

Reviravolta judicial e perda da liminar

A situação judicial de Vargas sofreu uma nova mudança apenas dois dias depois de ele conseguir uma liminar favorável. O desembargador Dorival Pavan, vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS), aceitou o recurso especial apresentado pelo governo do Estado e derrubou a liminar concedida pela 1ª Câmara Cível. A decisão restaurou a inelegibilidade de Tiago Vargas, resultante de sua demissão da Polícia Civil em 2020, após um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) que investigou conduta inadequada.

Acusações de perseguição política e defesa

Durante seu discurso no plenário, Vargas acusou o PSDB de ser responsável por sua situação judicial, alegando perseguição política desde que agrediu o médico perito e ex-vereador Livio Viana de Oliveira. Ele afirmou que novas provas surgiram, capazes de reverter sua demissão, e argumentou que essas evidências mostram a parcialidade do médico responsável pela perícia, que, segundo Vargas, foi sancionado pelo Conselho Regional de Medicina, questionando assim a legitimidade da avaliação de sua capacidade funcional.

Justificativas do governo e decisão final

Por outro lado, o governo do Estado argumentou que a decisão anterior, que suspendeu a demissão de Vargas, não cumpriu os requisitos estabelecidos pelo artigo 300 do Código de Processo Civil. Além disso, sustentou que as novas provas apresentadas pelo vereador não seriam suficientes para anular a decisão anterior, que já havia transitado em julgado em 2020.

Incertezas sobre o futuro político

Com essa nova derrota judicial, o futuro político de Tiago Vargas permanece incerto. Sua inelegibilidade, somada às acusações de perseguição política, coloca sua carreira em um momento delicado. Enquanto isso, ele continua lutando para reverter a decisão judicial e manter sua atuação na política de Campo Grande.

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