O vereador Wladimir Canuto (Avante), de Felício dos Santos (MG), perdeu o mandato após a Câmara Municipal aprovar sua cassação por quebra de decoro parlamentar. O político invadiu a Sala Vermelha de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) em fevereiro, causando um tumulto que interrompeu um procedimento cardíaco de emergência. O paciente não resistiu e morreu pouco depois.
A invasão que virou caso político
O incidente ocorreu quando o vereador, sem autorização, entrou na área restrita da UBS destinada a atendimentos urgentes. Testemunhas afirmam que Canuto estava agitado e se recusou a sair, mesmo após pedidos da equipe médica. Enquanto os profissionais tentavam estabilizar um paciente com complicações cardíacas, a confusão atrasou o socorro. O homem, que já estava em estado grave, não sobreviveu. A cassação foi aprovada por maioria dos vereadores, que consideraram a atitude de Canuto incompatível com o cargo. O caso também está sendo investigado pelo Ministério Público de Minas Gerais para apurar possíveis responsabilidades criminais.

Repercussão na saúde pública e na política local
O episódio reacendeu debates sobre segurança em unidades de saúde e o respeito aos profissionais da área. Médicos e enfermeiros relataram que situações semelhantes já ocorreram antes, mas sem consequências tão graves. Politicamente, a cassação divide opiniões. Alguns apoiadores do vereador alegam que a punição foi excessiva, enquanto outros defendem que a medida foi necessária para preservar a ética no legislativo municipal.
O que muda com a cassação?
Com a perda do mandato, Wladimir Canuto fica inelegível por oito anos e não pode assumir cargos públicos nesse período. A vaga na Câmara será preenchida pelo suplente mais votado do Avante na última eleição. Enquanto isso, a família do paciente que morreu durante o tumulto avalia entrar com uma ação judicial contra o ex-vereador e o município.
Perguntas e respostas sobre o caso
1. O vereador pode recorrer da cassação?
Sim, ele tem direito a entrar com recursos na Justiça para tentar reverter a decisão.
2. Há risco de punição criminal?
Se o MP concluir que a invasão contribuiu diretamente para a morte do paciente, Canuto pode responder por homicídio culposo.
3. Como ficam os projetos do vereador cassado?
As propostas em tramitação podem ser assumidas por outros parlamentares, mas tendem a perder força política sem seu autor original.
O caso serve de alerta para os limites da atuação de representantes públicos e os riscos de interferências em serviços essenciais como a saúde. Enquanto a Justiça avalia os desdobramentos, a população local espera por medidas que evitem novos episódios do tipo.



