Os garis de Cuiabá, empregados pela Locar Saneamento Ambiental, iniciaram uma greve exigindo reajuste salarial e melhores condições de trabalho. O vereador Dilemário Alencar relatou que os trabalhadores marcharam da empresa até a Delegacia Regional do Trabalho e se concentraram em frente à Câmara Municipal.
Reivindicações dos trabalhadores
Os garis reivindicam aumento salarial de R$ 1.423 para R$ 1.700, além de benefícios. Eles relatam jornadas exaustivas, falta de equipamentos de proteção e perseguições por fiscais. Mesmo notificada, a Locar entrou com ação no Plantão Judicial, obtendo uma liminar que suspende a greve.

Resposta do Sindicato
No entanto, o Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Urbana (Sindilimp-MT) contesta a liminar. Eles garantem que a paralisação cumpre todos os prazos legais. Além disso, o sindicato afirma que a empresa induziu o magistrado ao erro ao não apresentar o ofício de notificação.
Impacto no serviço
Desde 2019, o custo da coleta de lixo pago pela Prefeitura de Cuiabá à Locar aumentou significativamente, passando de R$ 39,2 milhões para R$ 55,1 milhões anuais. Além disso, a gestão de Emanuel Pinheiro, que implantou a taxa de lixo prometendo melhorias, enfrenta críticas devido à persistência de serviços irregulares e condições de trabalho inadequadas para os garis.
Posicionamento da Limpurb
Em resposta, a Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) declarou que, por ser uma empresa privada, não pode interferir na gestão da Locar, embora a greve impacte diretamente os serviços de limpeza urbana na cidade.








