Na Venezuela, uma manifestação pró-governo tomou destaque neste domingo (18/1) na Praça Diego Ibarra, em Caracas. Movimentos sociais e jovens apoiadores do governo reuniram-se para formar, com velas acesas, uma mensagem que pedia a libertação do presidente Nicolás Maduro e da esposa Cilia Flores, ambos capturados em 3 de janeiro, após uma ação militar dos Estados Unidos no país.
O uso de velas e a formação humana de palavras tornam esse protesto simbólico visualmente marcante, agregando significado além das palavras faladas. Para os participantes, essa técnica reforça a mensagem de “Libertem Maduro e Cilia”, que ganhou destaque nos vídeos que circulam entre apoiadores nas últimas semanas.
Diário de uma praça transformada em símbolo
Desde a captura de Maduro e sua esposa, a Praça Diego Ibarra converteu-se em um ponto de encontro frequente para atos pró-governo. Jovens, grupos sociais e militantes pró-chavistas têm organizado encontros semestrais e marchas para demonstrar apoio à liderança que saiu fisicamente do país após a operação.
O protesto do domingo se destaca justamente pela dimensão visual e pela presença de um discurso claro, compartilhado em plataformas digitais por Delcy Rodríguez, que enfatizou a lealdade e a necessidade de paz e bem-estar para os venezuelanos.
Movimento pró-governo e narrativa oficial
O governo venezuelano, sob a liderança interina de Delcy Rodríguez, tem chamado rotineiramente manifestações em todo o país desde os eventos de 3 de janeiro. Oficialmente, as ações públicas são apresentadas como resposta à operação externa que resultou na captura de Maduro e Cilia Flores — classificada por autoridades locais como uma violação do direito internacional.
Além disso, parcelas significativas da sociedade venezuelana têm participado de marchas e atos que expressam apoio institucional e político ao antigo chefe de Estado, mobilizando diversos setores, incluindo grupos juvenis e sociais alinhados ao chavismo.
Contexto regional e repercussões
Internacionalmente, a captura de Maduro causou diferentes reações em outras capitais da América Latina e além. Em diversas capitais, grupos de venezuelanos no exterior também se reuniram para expressar apoio tanto a Maduro quanto a mudanças no país, gerando cenas de protestos em cidades como Buenos Aires, Lima e Santiago.
Perguntas e respostas
Em Caracas, principalmente na Praça Diego Ibarra.
A presidenta interina Delcy Rodríguez.
“Libertem Maduro e Cilia”.






