Vendedores que atuam no Parque do Ibirapuera relatam aumento expressivo nos furtos aos quiosques nos últimos meses. Eles afirmam que se sentem desprotegidos desde que a segurança patrimonial passou para a concessionária Urbia. Um comerciante registrou oito furtos em apenas seis meses.
Os trabalhadores dizem que enfrentam prejuízos frequentes e não conseguem identificar os responsáveis. O parque possui 270 câmeras de segurança, mas a prefeitura e o governo estadual não integraram esses equipamentos aos sistemas públicos Smart Sampa e Muralha Paulista. Apenas dez câmeras, instaladas nos portões, operam conectadas às plataformas oficiais para identificação de pessoas condenadas pela Justiça.
Câmeras fora dos sistemas públicos ampliam críticas
Os vendedores questionam a decisão de manter a maior parte das câmeras fora das redes de monitoramento inteligente. Eles acreditam que a integração poderia agilizar investigações e inibir crimes.
A gestão municipal destaca o programa Smart Sampa como ferramenta de segurança urbana. Já o governo estadual promove o sistema Muralha Paulista. Mesmo assim, a estrutura interna do parque não se conecta plenamente a essas tecnologias.
Novo modelo de quiosques gera custos e exposição
A Urbia substituiu os antigos carrinhos por quiosques padronizados. Agora, cada vendedor paga R$ 500 mensais para utilizar o espaço, que exibe a marca de uma empresa parceira da concessionária. Além disso, a empresa retém 10% do valor das vendas.
Os comerciantes definem seus próprios horários e deixam os produtos guardados nos quiosques quando não trabalham. Eles afirmam que essa dinâmica facilita a ação de criminosos.
Prefeitura afirma manter patrulhamento reforçado
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana informa que a Guarda Civil Metropolitana realiza ações coordenadas com a concessionária. A pasta reforça que mantém rondas motorizadas nos horários de maior movimento e que o entorno conta com câmeras inteligentes do Smart Sampa.
Enquanto isso, vendedores seguem cobrando medidas mais eficazes para conter os furtos.
Perguntas e respostas
Oito furtos em seis meses.
Apenas dez, localizadas nos portões.
R$ 500 mensais mais 10% das vendas.





