Um incêndio destruiu três veículos na madrugada desta quinta-feira (6), na Rua do Fico, no bairro Rodeio, em Cáceres (MT), a 220 km de Cuiabá. As chamas começaram por volta das 4h, exatamente em frente à residência onde amigos e familiares velavam o corpo de Agiliar Aparecido Ferreira de Araújo, de 39 anos. Criminosos assassinaram Agiliar com vários tiros na noite anterior (5).
O fogo atingiu em cheio os veículos estacionados no local. Todos pertenciam a familiares da vítima. As chamas rapidamente tomaram conta dos automóveis, assustando quem estava no velório e chamando a atenção dos moradores.
Bombeiros agem rápido e evitam tragédia maior
Uma equipe do Corpo de Bombeiros chegou rapidamente ao local e conteve as chamas antes que o fogo atingisse outras casas. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.
Vídeos gravados por testemunhas mostram os carros sendo consumidos pelo fogo. O cenário de destruição reforça a gravidade do caso e levanta suspeitas de motivação criminosa.
Polícia investiga relação entre incêndio e assassinato
A Polícia Militar registrou o boletim de ocorrência e acionou a Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que já iniciaram os trabalhos periciais. As investigações agora buscam descobrir se o incêndio tem ligação direta com o homicídio de Agiliar.
A polícia não identificou suspeitos até o momento, mas trabalha com a hipótese de vingança ou retaliação. A Delegacia de Cáceres instaurou inquérito para apurar os dois crimes.
Assassinato ocorreu dentro da casa da vítima
Na noite de quarta-feira (5), a esposa de Agiliar ouviu vários disparos dentro da própria residência. Quando correu até a sala, encontrou o marido caído no chão, baleado. O irmão da vítima ajudou no socorro, mas Agiliar não resistiu aos ferimentos.
Segundo a Polícia Civil, Agiliar acumulava passagens criminais por roubo, tráfico de drogas, receptação e porte ilegal de arma de fogo. A polícia investiga se o histórico dele está ligado ao crime que o matou — e, agora, ao incêndio que marcou o velório.
Perguntas frequentes
Ainda não se sabe. A polícia investiga se o incêndio foi criminoso e ligado ao homicídio da vítima.
Um homem de 39 anos com histórico criminal por tráfico, roubo e porte ilegal de arma.
A principal suspeita é que sim, mas a polícia ainda não confirmou oficialmente.



