No último domingo (25), brigadistas do Ibama/PrevFogo realizaram o resgate de um veado-catingueiro macho que sofreu graves queimaduras nas patas e cascos devido a incêndios no Pantanal de Mato Grosso. O animal foi encontrado na Fazenda São Francisco do Perigara, uma das áreas mais devastadas pelas queimadas. A operação de resgate foi coordenada pelo Grupo de Resposta a Animais em Desastres (GRAD), com apoio da ONG Onçafari e do helicóptero do ICMBio, que transportou o veado até a Ampara Silvestre, em Poconé, onde ele está recebendo tratamento especializado.
Ação das brigadas no combate ao fogo
As brigadas de combate ao fogo agiram rapidamente ao resgatar o veado em uma das regiões mais afetadas pelos incêndios no Pantanal. A seca severa e a baixa umidade contribuíram para que, em 2024, o bioma já perdesse mais de 1 milhão de hectares. Além do veado, outros animais também foram resgatados, incluindo um cervo, uma cutia e uma onça-pintada. As equipes de resgate continuam monitorando a área, à procura de novos animais feridos e oferecendo suporte em locais de difícil acesso.
O Pantanal enfrenta uma das piores crises ambientais da sua história, e o trabalho dos brigadistas e voluntários tem sido essencial para salvar a fauna local. O monitoramento constante é crucial para que mais resgates possam ser realizados, minimizando os danos causados pelos incêndios.
Tratamento e recuperação na Ampara Silvestre
O veado foi transportado para a Ampara Silvestre, em Poconé, onde veterinários estão tratando das queimaduras com procedimentos especializados. A instituição, que desempenha um papel importante na recuperação de animais silvestres, tem como objetivo reintroduzir os resgatados à natureza assim que estiverem recuperados. Além disso, as equipes do ICMBio seguem atentas às áreas afetadas, realizando novos resgates e acompanhando os animais que ainda podem estar em perigo.
Portanto, o trabalho contínuo das brigadas e dos voluntários mostra a importância de ações rápidas em desastres ambientais. Esses esforços não apenas salvam vidas, mas também contribuem para a preservação da biodiversidade em uma região tão rica quanto o Pantanal.







