Mais de US$ 200 mil são achados dentro de frascos de xampu no Aeroporto de Guarulhos; veja vídeo

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Durante uma inspeção de rotina nesta segunda-feira (30), agentes da Receita Federal localizaram mais de US$ 200 mil aproximadamente R$ 1 milhão ocultos em frascos de xampu no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. O passageiro, que desembarcava de um voo vindo do México, não declarou os valores, contrariando a legislação brasileira. Conforme os protocolos, a fiscalização acionou imediatamente os procedimentos de apreensão e condução à Polícia Federal.

Método de ocultação levanta suspeita de rede criminosa internacional

Embora o uso de cosméticos para esconder objetos já tenha sido registrado em outras ocasiões, o grau de sofisticação do disfarce chamou a atenção dos fiscais. O dinheiro estava enrolado, lacrado e comprimido dentro dos frascos, o que indica, segundo especialistas, planejamento e experiência. Portanto, a Receita não descarta a hipótese de envolvimento com organizações de tráfico ou lavagem de dinheiro. Além disso, a escolha de rotas internacionais comuns entre México e Brasil reforça a linha de investigação sobre crime transnacional.

Legislação brasileira prevê limite claro para entrada de valores em espécie

De acordo com as normas vigentes, cada passageiro pode transportar até US$ 10 mil ou o equivalente em outra moeda sem necessidade de declaração. No entanto, quando o valor ultrapassa esse teto, a legislação exige que o portador informe a Receita e justifique a origem dos recursos. Como o passageiro transportava vinte vezes mais do que o permitido, ele agora responde por evasão de divisas, crime previsto na Lei 7.492/86, cuja pena pode chegar a seis anos de prisão, além de multa.

Crescem apreensões em aeroportos brasileiros e perfil dos envolvidos surpreende

Nos últimos anos, o número de apreensões de dinheiro vivo em aeroportos brasileiros aumentou de forma significativa. Segundo a Polícia Federal, somente em 2023, operações resultaram na retenção de mais de R$ 32 milhões. O que chama a atenção, entretanto, é o perfil dos detidos: muitas vezes, não são traficantes nem empresários, mas sim “mulas” indivíduos cooptados para transportar valores em troca de comissão. Diante disso, as autoridades intensificaram a vigilância, sobretudo em voos vindos de países com histórico de movimentações financeiras suspeitas.

Perguntas frequentes

Quais outros objetos já serviram para esconder dinheiro em aeroportos?

Além de xampus, autoridades já encontraram dólares dentro de sapatos, livros e até pacotes de café.

O que pode acontecer com quem aceita ser “mula” de dinheiro?

A pessoa pode responder por crime federal e pegar até seis anos de prisão, mesmo alegando desconhecimento.

É possível reaver o dinheiro apreendido?

Somente após processo judicial, e desde que se prove origem lícita e ausência de dolo.

Lucas

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