Unimed Cuiabá faz alerta sobre hepatite A altamente contagiosa e destaca prevenção em Cuiabá

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A hepatite A voltou a acender o alerta das autoridades de saúde após registrar aumento expressivo de casos no Brasil, principalmente entre homens de 20 a 39 anos. Durante a campanha Julho Amarelo, o hepatologista da Unimed Cuiabá, Dr. Elton Teixeira, reforçou que a doença se espalha com facilidade, pode infectar outras pessoas antes mesmo do surgimento dos sintomas e encontra na vacinação sua principal forma de proteção. Além da imunização, hábitos simples de higiene reduzem significativamente o risco de contágio.

Casos cresceram entre adultos e mudaram o perfil da doença

O vírus da hepatite A provoca a doença e circula principalmente pela via fecal-oral. Pessoas ingerem o vírus ao consumir água contaminada, alimentos mal higienizados ou ao entrar em contato com superfícies contaminadas. Além disso, o contato próximo com pessoas infectadas facilita ainda mais a transmissão.

Segundo o hepatologista da Unimed Cuiabá, Dr. Elton Teixeira, frutas e verduras mal lavadas, água sem tratamento e mariscos crus retirados de águas contaminadas representam algumas das principais fontes de infecção.

O especialista também explica que o vírus circula facilmente em ambientes com grande convivência entre pessoas.

“O vírus também pode ser transmitido pelo contato próximo entre pessoas que vivem na mesma casa, em creches, escolas, lares e centros de convivência de idosos, presídios, locais com aglomeração e em práticas sexuais que envolvem contato oral-anal. É um vírus altamente contagioso, capaz de permanecer ativo por dias em superfícies e alimentos”, explica o médico.

Além disso, muitas pessoas transmitem o vírus antes de perceber qualquer sintoma. Por isso, a doença se espalha rapidamente quando a população deixa de adotar medidas preventivas.

Vacinação oferece a proteção mais eficiente

Embora a maioria dos pacientes se recupere completamente, alguns desenvolvem insuficiência hepática aguda. Por esse motivo, especialistas recomendam a vacinação como a medida mais eficiente para evitar complicações.

“A vacina contra a hepatite A é segura, eficaz e deve ser aplicada antes da exposição ao vírus. Atualmente, não existe tratamento específico para a doença, apenas medidas de suporte. Por isso, prevenir continua sendo a melhor estratégia”, destaca Dr. Elton Teixeira.

Além da vacina, o médico orienta a população a lavar corretamente as mãos, higienizar frutas e verduras, consumir água tratada e manter boas práticas de higiene durante o preparo dos alimentos. O saneamento básico e o abastecimento de água tratada também reduzem a circulação do vírus.

Os dados nacionais reforçam essa preocupação. O Ministério da Saúde contabilizou mais de 826 mil casos confirmados de hepatites virais entre 2000 e 2024. Em julho de 2025, o órgão emitiu um alerta após identificar aumento de 54,5% nos diagnósticos de hepatite A. Entre 2022 e 2024, a incidência cresceu 325%. Desse total, cerca de 68% dos casos atingiram homens entre 20 e 39 anos.

Segundo o especialista, a baixa cobertura vacinal, as mudanças no comportamento epidemiológico da doença e a falsa percepção de que apenas crianças desenvolvem hepatite A explicam esse aumento.

“Durante muitos anos, a doença esteve associada à infância e às más condições de saneamento. Hoje, muitos jovens adultos nunca tiveram contato com o vírus e também não foram vacinados, tornando-se um grupo mais vulnerável”, explica.

Sintomas exigem atenção

O vírus permanece incubado entre 15 e 50 dias, com média de 28 dias. Durante esse período, a pessoa já pode transmitir a doença sem apresentar sintomas.

Quando os sinais aparecem, os pacientes costumam apresentar cansaço intenso, febre baixa, náuseas, vômitos, perda de apetite, dor abdominal, urina escura, fezes claras e amarelamento da pele e dos olhos.

Dr. Elton Teixeira alerta que pessoas acima de 40 anos, pacientes com doenças hepáticas, imunossuprimidos, transplantados, pessoas que vivem com HIV, pacientes em tratamento oncológico e pessoas com diabetes ou obesidade enfrentam maior risco de desenvolver formas graves da doença.

“A insuficiência hepática aguda ocorre quando o fígado perde sua capacidade de eliminar toxinas do organismo. Isso pode provocar confusão mental, hemorragias e falência de múltiplos órgãos. Em alguns casos, o transplante hepático torna-se a única alternativa”, alerta.

Unimed Cuiabá amplia a prevenção com vacinação

A Unimed Cuiabá disponibiliza a vacina contra hepatite A para crianças e adultos por meio do Núcleo de Vacinação. Além disso, a cooperativa oferece orientação especializada para atualização do calendário vacinal e facilita o pagamento aos pacientes.

“Vacina não é apenas para crianças. Adultos que nunca foram imunizados também precisam se proteger. A hepatite A continua circulando e os números mostram que os casos estão aumentando. Não espere os sintomas aparecerem para procurar proteção”, reforça Dr. Elton Teixeira.

Os interessados podem comparecer ao Núcleo de Vacinação da Unimed Cuiabá com documento de identificação e cartão de vacinação. Caso não possuam o cartão, a equipe emite um novo documento no momento do atendimento.

O Núcleo de Vacinação funciona na Rua Barão de Melgaço, nº 2050, no Centro de Cuiabá, em frente ao Pronto Atendimento da Unimed Cuiabá. A unidade atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados, das 8h às 12h. Os pacientes também podem obter informações pelo telefone (65) 3612-8741 ou pelo WhatsApp (65) 98170-0114.

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