Uma mulher vítima de violência doméstica enfrentou uma situação revoltante durante uma audiência judicial ao relatar anos de agressões sofridas pelo ex-marido. O caso, registrado em 2024, voltou a repercutir nas redes sociais e gerou indignação.
Foto/ Vídeo: @silvyealves
Durante a audiência, que tratava do pagamento de pensão alimentícia para os cinco filhos do casal, a vítima afirmou que conviveu por cerca de 20 anos com o agressor e que sofreu diversas agressões ao longo do relacionamento. Ela também informou que já possuía medidas protetivas contra o ex-companheiro.
Declaração do promotor gerou revolta
Mesmo diante do histórico de violência, a mulher ouviu de um promotor uma fala considerada inadequada e ofensiva. Segundo o relato, ele teria dito para que ela “aquietasse o facho” e permanecesse com o agressor, o que gerou forte repercussão negativa.
A declaração causou indignação, principalmente por partir de um representante do sistema de Justiça, que deveria atuar na proteção da vítima e na garantia de seus direitos.
Caso gerou denúncia e repercute até hoje
Após a divulgação do vídeo, o promotor foi denunciado à época. O caso levantou debates sobre o atendimento dado a vítimas de violência doméstica dentro das instituições.
Mesmo sendo um episódio de 2024, a situação continua atual, já que muitas vítimas ainda relatam constrangimentos, julgamentos e falta de acolhimento ao buscarem ajuda.
Especialistas reforçam importância do acolhimento
Casos como esse evidenciam a necessidade de preparo e sensibilidade no atendimento a vítimas de violência. O acolhimento adequado é essencial para garantir proteção, segurança e o acesso à Justiça.
A situação reforça a importância de combater não apenas a violência doméstica, mas também práticas institucionais que possam desencorajar denúncias.
Perguntas e respostas:
Não. A vítima deve ser protegida e ter seus direitos garantidos.
São decisões judiciais que afastam o agressor para proteger a vítima.
Sim, ele pode responder administrativa e disciplinarmente.





