Uma mulher de 41 anos, grávida de dois meses, conseguiu pedir ajuda à Polícia Militar durante uma situação de violência doméstica ao simular um pedido de pizza pelo telefone 190, na segunda-feira (21), em Botucatu, no interior de São Paulo.
Durante a ligação, a vítima utilizou o pedido de comida como uma forma discreta de avisar que estava sendo agredida e ameaçada pelo companheiro, de 48 anos. A estratégia permitiu que ela buscasse socorro sem chamar a atenção do homem que estava na residência.
pedido aparentemente comum chamou atenção da atendente
Ao perceber que a mulher não estava fazendo um pedido comum, a atendente do 190 entendeu que se tratava de um pedido de ajuda. A operadora confirmou o endereço informado e perguntou se o homem ainda permanecia no imóvel antes de acionar a equipe policial.
Segundo o boletim de ocorrência, a situação começou durante uma discussão entre o casal. Conforme o relato da vítima, o companheiro teria feito ameaças contra ela durante o episódio.
A mulher também informou aos policiais que o homem estaria sob efeito de drogas no momento da ocorrência.
polícia encontra suspeito e realiza prisão
Após receber a denúncia, a Polícia Militar foi até o endereço indicado e encontrou o suspeito. O homem foi preso em flagrante por violência contra a mulher.
A ocorrência foi encaminhada às autoridades responsáveis para os procedimentos previstos no caso. O episódio também deverá ser analisado dentro das medidas de proteção previstas para situações de violência doméstica.
A vítima recebeu atendimento após a chegada das equipes e foi encaminhada para uma unidade de saúde do município.
vítima recebe orientação após atendimento
Na unidade de saúde, a mulher recebeu atendimento e orientações sobre seus direitos e sobre as medidas protetivas disponíveis para vítimas de violência doméstica.
O caso chama atenção para a importância de canais de emergência em situações nas quais a vítima não consegue denunciar a agressão de maneira direta.
A ligação ao 190 permitiu que a mulher comunicasse a situação de forma discreta e informasse sua localização às autoridades. Após a prisão do suspeito, os procedimentos relacionados ao caso ficaram sob responsabilidade das autoridades competentes.



