Uma criança de 3 anos morreu após sofrer duas picadas de escorpião em Conchal, no interior de São Paulo, e o pai, Paulo Mendes, denunciou demora no atendimento prestado ao filho no Hospital e Maternidade Madre Vannini. Segundo ele, o menino chegou com dores intensas, porém a equipe não reconheceu de imediato a gravidade do caso. Além disso, a unidade não tinha soro antiescorpiônico, portanto o atendimento perdeu tempo essencial. Em seguida, profissionais transferiram a criança, mas o quadro já estava agravado, dessa forma o menino não resistiu após dar entrada na Santa Casa de Araras.
Pai descreve evolução rápida e falha na triagem
Paulo Mendes relatou que o filho gritava de dor e reclamava da barriga, além disso ele afirmou que identificou duas picadas no ombro. No entanto, a equipe demorou para classificar o caso como grave. Dessa forma, o atendimento inicial não priorizou a urgência. Logo depois, o estado clínico piorou rapidamente, enquanto isso o menino aguardava avaliação mais precisa. Como resultado, a transferência ocorreu em situação crítica, o que reduziu as chances de reversão do quadro.
Estrutura do hospital e ausência de soro entram em debate
A Prefeitura de Conchal informou que o município não funciona como referência para soros antivenenos, além disso destacou limitações estruturais. Enquanto isso, o Hospital e Maternidade Madre Vannini declarou que seguiu protocolos clínicos, porém confirmou que não possui UTI pediátrica nem soro antiescorpiônico. Portanto, o caso reforça a necessidade de resposta rápida, assim como integração entre unidades. Por fim, a situação pressiona gestores a revisar fluxos e garantir suporte adequado em emergências.
Perguntas e respostas:
A criança recebeu atendimento inicial no Hospital e Maternidade Madre Vannini, em Conchal.
A equipe transferiu a criança para a Santa Casa de Araras após o agravamento do quadro.
Não. O Hospital e Maternidade Madre Vannini não possuía soro antiescorpiônico disponível.







