Cortaram o animal de 21 metros em partes para removê-lo do porto de Corunha.
Uma baleia com cerca de 21 metros de comprimento e peso estimado em 30 toneladas encalhou morta no porto de Corunha, no litoral da Espanha, e mobilizou uma grande operação de retirada nesta terça-feira (16/12). O animal apareceu sem vida na faixa costeira, o que exigiu ação imediata das autoridades para evitar riscos ambientais e sanitários.
Equipes técnicas identificaram rapidamente a impossibilidade de remover o cetáceo de forma inteira devido às suas dimensões. Diante disso, os responsáveis decidiram executar um procedimento de corte controlado.
Técnicos utilizam guindaste e esquartejamento controlado
Os trabalhadores iniciaram a operação com o apoio de um guindaste de grande porte, responsável por içar o corpo da baleia. Em seguida, as equipes especializadas cortaram o animal em diversas seções, procedimento necessário para possibilitar o transporte seguro.
A vice-presidente da Coordenadoria para o Estudo de Mamíferos Marinhos (CEMMA), Uxia Vázquez, explicou que o esquartejamento seguiu critérios técnicos rigorosos. Segundo ela, o método reduziu riscos aos trabalhadores e agilizou a retirada do local.
“Precisamos dividir o corpo em várias partes para viabilizar o transporte”, destacou a representante da entidade.
Autoridades reforçam cuidados ambientais
Durante toda a operação, as equipes adotaram medidas de contenção para evitar a contaminação da água e da areia da praia. Um animal desse porte em decomposição pode liberar resíduos orgânicos e comprometer o ecossistema local.
Após a retirada, os fragmentos seguiram para destinação adequada, conforme os protocolos ambientais. Técnicos realizaram a limpeza da área e passaram a monitorar o local para garantir que não houvesse impactos residuais.
Investigação busca esclarecer a causa da morte
As autoridades ambientais ainda investigam a causa da morte da baleia. Especialistas avaliam hipóteses como causas naturais, colisão com embarcações ou problemas de saúde do animal.
O caso reforça a necessidade de monitoramento constante da fauna marinha, especialmente em regiões portuárias com tráfego intenso de navios.
Perguntas e respostas
No porto de Corunha, na Espanha.
Para facilitar a remoção e o transporte devido ao tamanho e ao peso.
Não. O caso segue sob investigação.






