Uma adolescente de 16 anos morreu dentro da própria residência no bairro Jardim Santana, na zona Leste de Porto Velho, e o caso gerou forte comoção. A Polícia Militar chegou ao imóvel após receber denúncia de que a jovem, considerada desaparecida havia cerca de três meses, teria retornado para casa ferida. No entanto, ao entrar na residência, os militares encontraram a vítima já sem vida e com rigidez cadavérica, sinal de que a morte havia ocorrido horas antes. Diante da gravidade da cena, as equipes acionaram imediatamente a perícia técnica, o Instituto Médico Legal e o Departamento de Homicídios.
Perícia identifica sinais claros de violência prolongada
Os peritos localizaram a adolescente sobre a cama, coberta por um lençol e usando fralda descartável. Eles constataram desnutrição severa, ossos expostos no braço e na clavícula, lesão na perna com presença de larvas, escoriações compatíveis com longo período acamada e dente frontal quebrado. Além disso, identificaram marcas que indicam imobilização constante. A equipe descartou a versão de que a jovem teria chegado andando à residência devido à gravidade das lesões. Enquanto isso, policiais encontraram roupas e fraldas parcialmente queimadas no quintal, o que reforçou suspeita de tentativa de ocultação de provas.
Pai admite que mantinha filha amarrada
Durante interrogatório, o pai declarou que encontrou a filha após uma fuga no fim do ano passado e, desde então, passou a mantê-la amarrada com fios elétricos durante a noite e trancada durante o dia. Além disso, a madrasta e a avó tinham conhecimento da situação, segundo a polícia. A investigação apura tortura com resultado morte, cárcere privado, maus-tratos e omissão de socorro. A principal suspeita aponta que a adolescente morreu em decorrência de infecção generalizada causada pelos maus-tratos, fato que o IML ainda confirmará.
Perguntas e respostas:
O pai, a madrasta e a avó foram presos por suspeita de participação no crime.
A equipe identificou desnutrição severa, ossos expostos, múltiplas lesões e indícios de imobilização prolongada.
A polícia trabalha com a hipótese de infecção generalizada provocada pelos maus-tratos.



