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Um turista polonês foi vítima do conhecido golpe da maquininha após comprar uma caipirinha por R$ 40 na orla de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Civil, a cobrança realizada no cartão de crédito foi de R$ 8,5 mil. Além disso, os criminosos ainda tentaram efetuar outras três transações que, somadas, ultrapassavam R$ 34 mil.
O caso ocorreu na tarde da última segunda-feira (27). Assim que foi comunicada sobre a fraude, uma equipe da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat) iniciou diligências na região e conseguiu localizar o suspeito apontado como responsável pela cobrança indevida.
De acordo com a investigação, a vítima reconheceu imediatamente o homem abordado pelos policiais. O suspeito, identificado como Geovani Moisés da Silva dos Santos, foi conduzido à delegacia e preso em flagrante pelo crime de estelionato.
Polícia investiga possível atuação de grupo criminoso
A Polícia Civil informou que o suspeito possui antecedentes por porte de drogas. Agora, as investigações buscam esclarecer se ele agia sozinho ou integrava um grupo especializado em aplicar o golpe da maquininha contra turistas e consumidores.
Os investigadores também apuram a existência de outras vítimas que possam ter sido lesadas pelo mesmo esquema. A polícia não descarta que novos casos sejam identificados durante a investigação.
A Delegacia Especial de Apoio ao Turismo segue reunindo imagens, depoimentos e demais provas para identificar possíveis comparsas e ampliar o alcance da apuração.
Como funciona o golpe da maquininha
O golpe da maquininha costuma ocorrer quando o consumidor realiza um pagamento por cartão e o criminoso altera o valor da cobrança ou dificulta a visualização do visor da máquina. Em alguns casos, o equipamento apresenta a tela quebrada ou com brilho reduzido para impedir a conferência do valor.
Outra prática é induzir a vítima a aproximar ou inserir o cartão mais de uma vez, alegando erro na operação, enquanto valores muito superiores ao combinado são debitados da conta.
Especialistas em segurança orientam que consumidores sempre confiram o valor exibido na maquininha antes de digitar a senha, solicitem o comprovante da compra e acompanhem as movimentações do cartão pelo aplicativo do banco.
Crime pode resultar em prisão
O golpe da maquininha é enquadrado, em regra, como estelionato, crime previsto no artigo 171 do Código Penal. A pena pode chegar a cinco anos de reclusão, além de multa, podendo ser agravada conforme as circunstâncias do caso.
Em situações de fraude, a orientação é bloquear imediatamente o cartão junto à instituição financeira, registrar um boletim de ocorrência e comunicar a administradora do cartão para solicitar a contestação da cobrança.
Quem tiver informações sobre crimes semelhantes pode procurar a Polícia Civil ou realizar denúncias pelos canais oficiais de segurança pública de seu estado. A colaboração da população pode ajudar na identificação de suspeitos e evitar que novas vítimas sejam prejudicadas.
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