Professor de capoeira da rasteira em criança autista; veja o vídeo

Uma mãe decidiu romper o silêncio depois de um episódio chocante envolvendo seu filho de 11 anos, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo Joyce Siqueira, seu filho foi agredido por um professor de capoeira durante uma aula no Centro Educacional Meirelles Macedo, localizado em Guaratiba, zona oeste do Rio de Janeiro. O caso, embora tenha ocorrido em setembro de 2023, só veio à tona meses depois, justamente porque a escola não comunicou a família.

Diante da omissão institucional, a mãe optou por registrar um boletim de ocorrência. Desde então, o professor foi afastado das atividades, mas a escola segue sem oferecer esclarecimentos públicos. Como resultado, a comunidade escolar exige respostas e medidas concretas.

Atividade de inclusão virou episódio de agressão

Embora a capoeira seja amplamente reconhecida como uma ferramenta pedagógica para promover inclusão e desenvolvimento motor, neste caso, ela se transformou em cenário de violência. De acordo com relatos, o professor perdeu o controle ao lidar com uma reação típica da criança, empurrando-a com força ao ponto de jogá-la no chão.

Consequentemente, especialistas em educação inclusiva passaram a questionar a preparação dos profissionais. Conforme explicou a pedagoga Cláudia Soares, “sem o devido preparo, até atividades pensadas para acolher podem se tornar traumáticas para crianças neurodivergentes”.

Inclusão sem preparo: um risco real

Atualmente, a legislação brasileira exige que todas as escolas garantam o acesso de alunos com deficiência ao ensino regular. No entanto, a norma não obriga que os professores tenham formação específica para lidar com o público autista. Assim, mesmo que haja boas intenções, o risco de falhas graves se mantém elevado.

Além disso, dados do Censo Escolar apontam que mais de 70% dos profissionais da educação ainda não passaram por formações voltadas ao atendimento especializado. Como consequência, casos como o de Guaratiba se repetem em diferentes regiões do país, revelando que a inclusão plena ainda é um desafio distante.

Perguntas frequentes

A escola pode ser responsabilizada pela omissão?

Sim. A omissão diante da agressão pode gerar responsabilização civil e administrativa.

A capoeira é indicada para crianças autistas?

Sim, desde que o profissional esteja preparado para adaptar a atividade às necessidades específicas.

Como evitar novos casos como esse?

Com formação obrigatória e contínua dos profissionais e maior fiscalização das práticas escolares.

Lucas

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