Um dos pontos mais importantes da investigação sobre o caso que deixou uma jovem sem as duas pernas veio à tona, após o depoimento do rapaz que estava dentro do carro no momento do ataque. Ele contou que percebeu a intenção do motorista ainda nos primeiros instantes e, assim, tentou impedir a ação repetidamente. Segundo o relato, ele implorou para que o condutor parasse e chegou a ameaçar se jogar do veículo caso a violência continuasse. O depoimento, portanto, se tornou peça central do inquérito por ser o único relato interno de toda a ação registrada na Marginal Tietê, na Zona Norte de São Paulo.
Testemunha narra tentativa frustrada de evitar que o motorista acelerasse
Durante a oitiva, o jovem explicou que lutou emocionalmente e verbalmente para impedir o motorista de avançar contra a vítima. Ele afirmou que pensou em puxar o freio de mão, porém desistiu ao imaginar que poderia causar um acidente ainda mais grave pela velocidade empregada na via. Ainda assim, insistiu diversas vezes para que o condutor reduzisse e interrompesse o trajeto. Conforme descreveu, assistiu à violência acontecer diante dos próprios olhos, sem conseguir reverter a ação. A descrição detalhada amplia o entendimento dos investigadores sobre a dinâmica do momento.
Depoimento reforça motivação e ajuda a reconstruir a sequência dos fatos
Além de narrar o desespero vivido dentro do carro, o rapaz confirmou que o motorista agiu movido por ciúmes ao ver a vítima deixar um bar acompanhada de outro rapaz após o fim do relacionamento. Dessa forma, o testemunho complementa informações já colhidas pela equipe policial e ajuda a reconstruir a linha do tempo entre a discussão, o atropelamento e o arrastamento por cerca de 1 km. A jovem permanece internada na UTI em estado gravíssimo. A Polícia Civil continua reunindo detalhes para concluir a investigação e definir todas as responsabilidades.
Perguntas e respostas:
Que tentou impedir o ataque, implorou para que ele parasse e ameaçou se jogar do veículo.
Ele cogitou puxar o freio de mão, mas desistiu por medo de causar outro acidente.
Ela perdeu as duas pernas e permanece internada na UTI.






