Um caso de violência doméstica ganhou ampla repercussão após um homem agredir a companheira e obrigá-la a gravar um vídeo exibindo as marcas das agressões para divulgação nas redes sociais. As imagens, que circularam neste sábado (17), mostram a vítima visivelmente abalada dentro da residência, em Santarém, no oeste do Pará, tentando esconder o rosto inchado enquanto o agressor puxa o pano e expõe as lesões. Além disso, o vídeo evidencia a coação e a violência psicológica, já que a mulher resiste a aparecer e o homem tenta justificar a agressão durante a gravação.
Prisão ocorreu horas após agressão registrada em vídeo
O homem que aparece nas imagens foi identificado como Eduardo Brito Viana. O vídeo foi gravado na noite de quinta-feira (15) e, poucas horas depois, a Polícia Militar foi acionada pela própria vítima. Em seguida, a equipe se deslocou até a residência localizada no bairro Elcione Barbalho, onde encontrou o suspeito e realizou a detenção. Logo depois, os policiais encaminharam o agressor à 16ª Seccional Urbana da Polícia Civil, onde ele acabou autuado em flagrante pelo crime de violência doméstica. Assim, a ação policial ocorreu de forma imediata, garantindo a condução do suspeito para os procedimentos legais.
Vítima relatou histórico de agressões e ameaças
À polícia, a mulher afirmou que o agressor não aceita o fim do relacionamento e que já havia solicitado que ele deixasse a residência, que pertence ao pai dela. Além disso, ela relatou que não possui filhos com o suspeito e que tem um filho de outro relacionamento. Segundo o depoimento, as agressões não foram um fato isolado, pois episódios anteriores já haviam ocorrido. No entanto, após pedidos de perdão, a vítima acabava permitindo que o homem permanecesse no local. Por fim, Eduardo Brito Viana segue custodiado no Presídio Silvio Hall de Moura, enquanto o caso permanece sob responsabilidade da Polícia Civil.
Perguntas e respostas:
O agressor aparece gravando a companheira e a forçando a mostrar os ferimentos.
Não, o agressor obrigou a mulher a gravar as imagens contra a própria vontade.
No Presídio Silvio Hall de Moura.







