Autoridades apontam um adolescente do Distrito Federal como o principal suspeito de fraudar sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Poder Judiciário de Goiás para criar mandados de prisão falsos. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou que os criminosos tentaram emitir mandados contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O jovem já estava no radar da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC), que o identificou em julho de 2025. A investigação apurou que os criminosos inseriram documentos forjados no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) e em processos digitais do Projudi/TJGO, simulando decisões judiciais válidas.
Criminosos atacaram de forma sofisticada os sistemas do CNJ
Os investigadores descobriram que os mandados falsos incluíam CPFs das autoridades e informações manipuladas para parecerem legítimas. A intenção era criar ordens de prisão aparentemente oficiais contra o presidente e o ministro do STF. Apesar da complexidade da fraude, os responsáveis não conseguiram concluir a emissão dos mandados, evitando que a ação causasse danos reais ao sistema judicial.
As autoridades detectaram rapidamente as alterações irregulares
O CNJ identificou as mudanças irregulares no BNMP e bloqueou a tentativa de fraude. Investigadores verificaram que os responsáveis substituíram dados de mandados judiciais por informações vinculadas a Lula e Moraes. A detecção rápida evitou riscos à segurança institucional e reforçou a necessidade de monitoramento constante dos sistemas digitais do Judiciário.
Investigação continua e autoridades seguem protegidas
A polícia segue investigando a operação, incluindo a possível participação de cúmplices e a origem do ataque cibernético. As autoridades avaliam as vulnerabilidades exploradas e buscam medidas para reforçar a segurança dos sistemas do CNJ e do TJGO.
Perguntas e respostas
Um adolescente do Distrito Federal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes.
Não, a fraude foi identificada antes da emissão dos documentos.
