Pesquisadores do Projeto Ecotuba, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), conseguiram registrar uma imagem rara de um filhote de tubarão-tigre ainda dentro do ventre da mãe, em Fernando de Noronha. O registro ocorreu durante um exame de ultrassonografia realizado para acompanhar a gestação do animal. Além de permitir a visualização do filhote, o procedimento ajuda os pesquisadores a avaliar o desenvolvimento da gestação e acompanhar aspectos relacionados à saúde dos tubarões encontrados no arquipélago pernambucano.
Filhote está na fase final de desenvolvimento
Segundo a pesquisadora Mariana Rêgo, especialista em reprodução de tubarões e raias, registros desse tipo são considerados raros e oferecem informações importantes para identificar o estágio da gestação.
A partir das análises realizadas pela equipe, os pesquisadores estimam que o filhote registrado esteja na fase final do desenvolvimento. O animal teria entre 50 e 70 centímetros.
A gestação do tubarão-tigre dura aproximadamente um ano e meio. Dessa forma, acompanhar diferentes etapas por meio de exames permite aos especialistas reunir informações sobre o ciclo reprodutivo da espécie sem recorrer a procedimentos invasivos.
Ultrassonografia ajuda pesquisadores a acompanhar tubarões
Há cerca de dois anos, pesquisadores da UFRPE realizam exames de ultrassonografia em tubarões de Fernando de Noronha. O procedimento permite observar a reprodução dos animais e obter informações que dificilmente seriam identificadas apenas pela observação externa.
Além da confirmação e do acompanhamento das gestações, a técnica pode auxiliar na identificação de possíveis doenças e deformidades nos animais.
O exame também representa uma alternativa para coletar dados mantendo uma abordagem menos invasiva durante as pesquisas.
Registro contribui para estudos sobre reprodução da espécie
O tubarão-tigre está entre as espécies encontradas nas águas de Fernando de Noronha, e informações sobre reprodução ajudam pesquisadores a compreender diferentes aspectos de sua população.
Com o acompanhamento por ultrassonografia, a equipe consegue reunir dados sobre fêmeas grávidas, desenvolvimento dos filhotes e condições de saúde dos animais.
O registro do filhote ainda no ventre oferece, portanto, uma oportunidade de acompanhar uma etapa pouco observada do ciclo de vida da espécie e ampliar os dados científicos obtidos pelos pesquisadores que atuam no arquipélago.
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