Tubarão fêmea grávida de 2,5 M é morto por criatura desconhecida. Veja vídeo:

Perrengue Mato Grosso

A bióloga marinha Brooke Anderson ficou surpresa ao analisar os dados de monitoramento de uma fêmea de tubarão-sardo (Lamna nasus), de 2,5 metros. Ao observar os registros do transmissor de satélite, ela notou um aumento inesperado na temperatura, seguido pelo desprendimento do dispositivo antes do tempo previsto. Esse fato, que inicialmente parecia um erro técnico, logo se revelou algo muito mais intrigante.

Aumento de temperatura gera dúvidas

Anderson hesitou inicialmente em considerar a hipótese de predação. Embora o aumento de temperatura fosse anômalo, ela acreditou que variações no ambiente ou uma elevação na temperatura corporal do tubarão após a morte poderiam explicar o fenômeno. No entanto, ao revisar os dados, ela percebeu que essas explicações não se sustentavam. “Ver aquele aumento de temperatura e notar que a etiqueta se soltou antes do esperado foi surpreendente”, afirmou Anderson, ainda em choque.

Após explorar outras possibilidades, a bióloga concluiu que o tubarão havia sido predado. O estudo, publicado na revista Frontiers in Marine Science, registra o primeiro caso documentado de predação de um tubarão-sardo. Esse fato é especialmente notável, pois essa espécie, conhecida por sua força e velocidade, geralmente ocupa o topo da cadeia alimentar. O caso, no entanto, levanta uma questão intrigante: que predador seria poderoso o suficiente para atacar e consumir um animal tão grande?

Possíveis suspeitas sobre o predador

Entre as várias hipóteses, os especialistas consideram que o responsável pode ser outro tubarão maior ou até uma orca, que são conhecidas por sua capacidade de caçar presas de grande porte. Essa descoberta, portanto, sugere que os oceanos ainda abrigam predadores capazes de superar até mesmo os maiores caçadores, como o tubarão-sardo.

Novas questões e estudos futuros

Assim, este evento destaca a importância de pesquisas mais detalhadas sobre a dinâmica entre grandes predadores marinhos. A predação de um tubarão prenhe, além de surpreendente, sugere que as cadeias alimentares dos oceanos podem estar passando por mudanças. Portanto, o caso levanta novas questões sobre a presença de superpredadores e a vulnerabilidade de espécies que antes eram consideradas predadoras de topo.

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