Três homens encapuzados incendiaram o carro de uma vendedora ambulante na avenida Waldomiro Lobo, no bairro Guarani, região Norte de Belo Horizonte. O veículo, um Chevrolet Monza 1988, funcionava como depósito dos produtos que ela vendia diariamente. Com o ataque, a ambulante perdeu toda a mercadoria que usava para sustentar sua família.
Trio coloca fogo em Monza de trabalhadora e destrói produtos vendidos por ela pic.twitter.com/hPWJgiANOI
— Perrengue2 (@perrengue2025) July 20, 2025
Imagens de segurança mostram ação criminosa do trio
As câmeras instaladas nas proximidades flagraram o momento exato em que os três homens se aproximaram do carro. Em seguida, eles jogaram um artefato incendiário dentro do veículo e fugiram rapidamente, antes que alguém conseguisse reagir. O fogo se espalhou em poucos minutos e destruiu completamente o interior do automóvel. Diante disso, a Polícia Civil iniciou uma investigação para identificar os autores e apurar a motivação por trás do crime.
Vítima revela rotina de esforço e descarta desavenças
De acordo com a vendedora, que tem 51 anos, o carro sempre ficava estacionado em frente a um supermercado, onde ela trabalhava vendendo chinelos, balões, carregadores e brinquedos. Em entrevista à Rádio Itatiaia, ela afirmou que trabalha todos os dias, inclusive nos fins de semana. “Não tenho inimizade com ninguém. Trabalho de segunda a segunda, e os clientes gostam de mim. Não sei o que levou eles a fazerem isso”, desabafou.
Além disso, ela destacou que o prejuízo foi total, já que todas as mercadorias estavam dentro do carro. Sem elas, a ambulante agora enfrenta dificuldades para seguir trabalhando. Mesmo abalada, ela garantiu que pretende se reerguer e continuar lutando por seu sustento com dignidade.
Caso levanta debate sobre segurança dos ambulantes
Com o ataque, cresceu a preocupação em torno da segurança de quem trabalha nas ruas. Muitas vezes, esses trabalhadores atuam em condições precárias e sem nenhum tipo de proteção institucional. Por isso, entidades que representam o comércio informal exigem medidas urgentes das autoridades para garantir mais segurança e respeito a quem sobrevive do próprio esforço.
Perguntas frequentes
Ela usava o veículo como depósito para guardar os produtos que vendia na rua.
Sim. As imagens mostram o momento em que os homens encapuzados atearam fogo no carro.
Ainda não. A investigação segue em andamento, com base nas imagens e em buscas na região.









