A Justiça de Mato Grosso condenou três homens a penas que, somadas, ultrapassam 157 anos de prisão pelo triplo homicídio que aconteceu no bairro Nova Esperança, em Cuiabá, em 2019. O crime, inicialmente associado a uma disputa entre facções, teve sua motivação desmentida pelas investigações da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que concluiu que as vítimas foram confundidas com membros de facção rival, mas eram, na verdade, vendedores ambulantes (mascates) recém-chegados à capital.
O juiz proferiu a sentença na última terça-feira (22), após quatro anos de investigação e a coleta de provas fundamentais, como o confronto balístico da arma utilizada no crime.
“Tribunal do crime” e execução
De acordo com a DHPP, o grupo criminoso sequestrou, interrogou e inspecionou os celulares das vítimas em uma espécie de “tribunal”, suspeitando que os três mascates fossem espiões de um grupo rival. Sem encontrar provas, ainda assim decidiram executar os jovens em uma casa no Nova Esperança.
Além da investigação detalhada, o caso teve desdobramentos após outro homicídio ocorrido no bairro Jardim Industriário, também em Cuiabá, que ajudou a ligar os autores a crimes anteriores praticados por uma facção criminosa. Vários envolvidos já estavam presos desde 2020 na Penitenciária Central do Estado (PCE).
Condenação e penas aplicadas
Os condenados e suas respectivas penas foram:
- Rayan Junior da Silva Alvarenga: 72 anos de reclusão + 40 dias-multa
- Jonathan da Silva Jorge de Cristo: 65 anos de reclusão + 30 dias-multa
- Pedro Henrique Frazão dos Santos: 20 anos de reclusão
Todos os três cumprirão pena em regime inicialmente fechado, segundo a decisão judicial.
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Perguntas frequentes
Os criminosos mataram as vítimas por engano, após confundi-las com membros de uma facção criminosa rival.
Os investigadores da DHPP identificaram os envolvidos por meio das apurações e do confronto balístico da arma utilizada, que também ligou o grupo a outro homicídio.
Todos foram encaminhados para o regime fechado e já estão presos em unidades do sistema penitenciário de Mato Grosso.
Créditos: Midia News






