Na manhã desta sexta-feira, 25 de julho, por volta das 9h, a Prefeitura de Cuiabá executou uma operação para demolir casas construídas irregularmente no bairro Jardim Imperial II. A Polícia Militar acompanhou o processo e garantiu a retirada imediata das famílias. Um motorista que presenciou a cena gravou o momento em que os tratores destruíram moradias e abrigos improvisados, enquanto moradores corriam para salvar móveis e objetos pessoais.
Vídeo flagra tratores dem0l1nd0 cas4s em área de pr3serv4çã0 no bairro Jardim Imperial, em Cuiabá; veja vídeo pic.twitter.com/ohGtNzzzMx
— Perrengue2 (@perrengue2025) July 25, 2025
A operação impactou dezenas de pessoas, que construíram suas casas em uma área de preservação ambiental. Apesar das notificações anteriores, muitos decidiram permanecer no local por falta de alternativas. Com a chegada das máquinas, os moradores abandonaram tudo às pressas.
Prefeitura justifica ação como medida de proteção ambiental
A Prefeitura afirmou que demoliu as construções para proteger a área verde, classificada como Zona de Preservação Permanente (ZPP). Técnicos ambientais identificaram riscos de degradação da vegetação e de contaminação das nascentes na região.
A Secretaria de Meio Ambiente reforçou que a legislação proíbe construções nesse tipo de área e que os moradores receberam avisos prévios sobre a ilegalidade da ocupação. Ainda assim, famílias vulneráveis insistiram em permanecer, motivadas pela escassez de opções habitacionais.
Direito à moradia e o desafio da urbanização sustentável
O caso do Jardim Imperial II evidencia uma questão recorrente em cidades em crescimento desordenado: o conflito entre o direito à moradia e a proteção ambiental. Dados do IBGE mostram que mais de 11 milhões de brasileiros vivem em áreas irregulares ou em situação de vulnerabilidade habitacional.
Perguntas frequentes
A prefeitura demoliu as casas porque estavam em área de preservação ambiental e a ocupação era ilegal.
A Prefeitura de Cuiabá, com apoio da Polícia Militar, executou e autorizou a operação.
Ainda não há informação oficial sobre o destino das famílias desalojadas.





