Um operário de 60 anos, identificado como Edson Paulo dos Santos, morreu eletrocutado na manhã desta segunda-feira (12) enquanto rebocava a fachada de um sobrado na Avenida 3, no bairro Parque São Jorge, em Rondonópolis (MT). Ele encostou em uma fiação elétrica de um poste posicionado em frente ao imóvel e sofreu uma descarga elétrica fatal.
Edson trabalhava no segundo andar da construção, que não possuía guarda-corpo nem barreiras de proteção obrigatórias, conforme exigem as normas da construção civil. A ausência desses dispositivos de segurança facilitou o contato com os fios energizados e agravou a gravidade do acidente.
SAMU e Bombeiros enfrentam dificuldades para resgatar o corpo
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) chegou rapidamente ao local e confirmou o óbito. Diante da dificuldade de acesso ao corpo, que permaneceu em uma área elevada e próxima à rede elétrica, a equipe acionou o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, que realizou a remoção com equipamentos especiais.
Os socorristas encontraram obstáculos para alcançar Edson em segurança, devido à posição do corpo e ao risco de novo contato com a fiação. A morte foi confirmada no local e, em seguida, os bombeiros realizaram a retirada de forma técnica.
Construção Ignora Normas de Segurança e Leva a Trágico Desfecho
As autoridades iniciaram uma investigação para apurar as circunstâncias do acidente. Os órgãos responsáveis vão verificar se a obra possuía alvará, se o empregador oferecia equipamentos de proteção individual (EPIs) e se o ambiente de trabalho atendia à Norma Regulamentadora NR-18, que trata da segurança em atividades da construção civil.
Os fiscais também analisam a proximidade da fiação elétrica, que exige sinalização e proteção obrigatórias. Técnicos da concessionária de energia já participam da avaliação do local.
Perguntas frequentes
Um simples toque em fios energizados sem isolamento ou proteção pode causar uma descarga elétrica fatal, principalmente em locais altos e sem equipamentos de segurança.
Sim. A ausência de guarda-corpo em obras contraria a Norma Regulamentadora NR-18 e configura grave risco à integridade dos trabalhadores.
O Ministério do Trabalho, em parceria com prefeituras e sindicatos, é responsável por fiscalizar e autuar obras que não cumprem as normas de segurança.


